Simposion

Canal de públicação de artigos de Filosofia, Psicologia entre outros

ALEGORIA DA CAVERNA

Publicado por compendion em Novembro 3, 2008

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EDITORIAL – NOVEMBRO

Publicado por compendion em Outubro 24, 2008

Amar a sabedoria é refletir acerca de tudo. Amar a sabedoria é sinônimo de não trair nossa capacidade de pensar com critérios. Pensar com critérios é não se deixar enganar. É denunciar quando preciso, e aplaudir também. Não se conformar com a mentira e exaltar a verdade.

Amar a sabedoria é filosofar, pois a Filosofia é o amor pela sabedoria. É, ainda, se re-conhecer como não sábio(a) e por isso necessitado(a) de buscar a explicação, o conhecimento, a sabedoria. Em suma, amar a sabedoria é um eterno convite a buscá-la.

Por isso, este mês o Simposion nos convida a fazer uso de nossa bagagem filosófica (natural ou aperfeiçoada) para contemplar alguns sinais do nosso tempo, buscar algum entendimento, tentar alguma resposta.

Muitos são os problemas que nos cercam. Dentre estes, vamos abordar a questão dos meios de comunicação social, sua contribuição na banalização e difusão da violência.

Trataremos também sobre a globalização econômica, a proliferação da cultura de consumo e a coisificação dos homens. Quem são os donos do mercado global e qual a diferença entre necessidade e desejo?

Por fim, Maria Aparecida nos apresenta, em rápidas palavras, uma das linhas de se fazer e praticar Filosofia, a Integral, que ajuda a aproximar “o homem de sua natureza humana, de sua essência”. E ao encontrar a essência, encontrar a Deus.

Esperamos que você goste, se interesse e divulgue. Nossa grande intenção é colaborar para a mudança de nossa sociedade. Espalhar a cultura do belo, do harmonioso, vislumbrando um futuro mais humano. Boa leitura.

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A GRANDE MÍDIA NA BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA

Publicado por compendion em Outubro 24, 2008

O ato violento não se limita a quem o sofre; estende-se e afeta quem o pratica e quem lhe vê os resultados: Espalha-se como uma mancha de óleo.

O jornalista é por um lado, um agente de informação, mas é, também, um agente de formação da opinião pública. É nestas duas perspectivas que o jornalista deve olhar a insegurança enquanto notícia: por um lado, cabe-lhe a obrigação de informar, mas, também, o resultado dessa ação pode induzir mais insegurança no público informado.

O jornalista em geral e o responsável pelo órgão de informação em particular têm de ter uma clara noção do equilíbrio da notícia geradora de insegurança: eles, não podendo, nem devendo, transformar o mundo num paraíso, não devem dar à vida em sociedade uma imagem que sirva para instabilizar os cidadãos. Qualquer das duas atitudes, em regra, só beneficiam poderes totalitários e não poderes democráticos. A democracia exige o conhecimento dos acontecimentos, mas não deve tolerar a sua exploração para além do que é necessário.

A desnecessidade verifica-se quando a notícia entra pela descrição macabra, assustadora, instabilizante; quando os pormenores são explorados com morbidez; quando o número de ocorrências semelhantes é explorado só para criar a idéia de grandeza excessiva.

A violência gera violência, não só como resposta direta, mas, e principalmente, como habituação.

Hoje em dia a informação propaga-se à velocidade da luz e, por conseguinte, as notícias sobre a violência atingem todas as pessoas de maneira mais ou menos  idêntica; ninguém fica ileso. A violência é transmitida pelo rádio, pela televisão, pela internet, pelo cinema; chega-nos também pela imprensa escrita – jornais, revistas – e pela literatura de ficção.

Mas de que formas de violência estamos a falar? De guerras? De assaltos? De violações? De roubos?  De todas e de nenhuma em especial, porque a violência é tudo o que não sendo catástrofe natural devia impressionar o cidadão comum, gerando-lhe uma sensação de medo ou de insegurança.

Em conseqüência desta envolvência constante com atos violentos operou-se no nosso psiquismo uma quase aparente apatia permanente perante a violência. A maioria de nós é capaz de estar a ver no telejornal as notícias sobre um acidente rodoviário, onde surgem imagens de pessoas mortas e feridas (imagens que sendo de grande dor são, também, de grande violência) e, no entanto, continuar a comer o jantar sem qualquer incômodo. Claro que a conseqüência imediata desta situação leva a que se

passe pelo mesmo acidente na estrada e se seja simplesmente motivado a parar ou abrandar a marcha pelo prazer mórbido de ser voyeur.

A convivência constante com a violência, que nos entra pela casa adentro, pelos olhos e pelos ouvidos,torna-nos indiferentes, apáticos, distantes à própria violência, mas, pior do que isso, torna-nos coniventes com a violência, porque as vítimas reais começam a ser para nós meros bonecos televisivos ou cinematográficos. A violência que nos envolve acaba por nos tornar profundamente egoístas perante a dor alheia ao ponto de só sermos sensíveis à violência que nos afeta diretamente.

E esta indiferença não nos é imposta por acaso, nem por causa do “furo” jornalístico; esta indiferença faz parte de um conjunto mais vasto que se inscreve na ideologia que impõe obediência às leis do mercado. O adormecimento da sensibilidade leva-nos ao adormecimento dos valores morais e éticos e esta apatia facilita a aceitação de idéias, hábitos e costumes que deixamos de “filtrar” e que nos passam a ser impostos pela mesma via que a violência nos adormece.

Realmente, pode-se afirmar que a convivência “pacífica” com a violência resulta de determinantes de natureza política, econômica e social.

Do ponto de vista político parece haver uma tendência global para a gestação e manutenção de uma apatia e conivência perante a violência, tornando-nos instrumentos passivos dela mesma. Uma tal passividade supõe a aceitação pela opinião pública das violências “convenientes” exercidas, no plano internacional, por alguns países com projeção global [USA], quando e onde acharem oportuno [guerra do Iraque].

No plano econômico, a passividade da opinião pública serve à domesticação das vontades individuais, tornando-nos agentes manobráveis dos imperativos do mercado, fato que nos leva a aderir à moda ou aceitar revoltar-nos perante o que é politicamente conveniente que provoque revolta (revoltando-nos até contra a “má” violência!).

Contudo, o cúmulo é atingido na perspectiva social, porque a aceitação passiva da violência gera a apatia perante as diferenças sociais mais gritantes, quer a nível nacional quer a nível global. É assim que se aceita com grande tranqüilidade de consciência que uma parte da humanidade morra todos os dias por falta de alimentos, como resultado do frio ou do calor, por não ter habitação, por falta de condições higiênicas, por não ter assistência médica nem medicamentos para se tratar.

Em resumo, a divulgação maciça da violência não a limita mas, pelo contrario, serve de anestesia perante a mesma violência, ao mesmo tempo em que como conseqüência, amplia a impunidade da mesma nas suas mais variadas e distintas formas.

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Texto extraido e organizado do livro de: FRAGA, Luis Alves de. Reflexões sobre o mundo actual: problemas sociais contemporâneos. Porto: Campo das letras, 2001.

(As notas entre colchetes são de nossa autoria)

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MERCADO GLOBAL, HOMEM MERCADORIA

Publicado por compendion em Outubro 24, 2008

Se o mundo constitui-se, hoje, em um grande mercado global, onde as relações comerciais ditam as tendências e relacionamentos entre os continentes, podemos dizer que os homens se transformaram em mercadoria.

Com a economia globalizada, a tendência comercial é a formação de blocos econômicos. Estes são criados com a finalidade de facilitar o comércio entre os países membros. Adotam redução ou isenção de impostos ou de tarifas alfandegárias e buscam soluções em comum para problemas comerciais, balizando assim, a economia e a sociedade.

Logicamente que para fomentar todo este comércio são necessários os compradores, ou melhor, consumidores. Desta forma, quando os países e continentes se reúnem através de seus lideres ou representantes para se organizarem em blocos econômicos (NAFTA, União Européia, Tigres asiáticos, Mercosul, entre outros) são para traçar as metas de compra e venda globais. Neste momento, eles estão com os olhos voltados para os consumidores.

Os consumidores são o sonho de consumo do sistema capitalista de produção. Pois sem estes todo o sistema capitalista naufragaria. Na verdade, nós, simples consumidores mortais, somos uma mercadoria, uma coisa, a qual os donos do mercado – diga-se, os grandes Bancos e Corporações – batalham entre si, tapa a tapa, para nos conquistar, nos influenciar, nos hipnotizar, e por fim, nos consumir.

Podemos dizer que o consumista compulsivo na verdade não consome, ele é consumido pelos donos do mercado.

Quem são os consumistas? [Talvez, hoje em dia, poucos não sejam.] Falamos daqueles sujeitos que têm o hábito de comprar produtos e/ou serviços sem necessidade e consciência. Do comprador compulsivo, descontrolado e que se deixa influenciar pelo marketing das empresas que comercializam tais produtos e serviços.

Este tipo de consumo diferencia-se em grande escala do comprador dito comum, pois este compra produtos e serviços necessários para sua vida enquanto o consumista compra muito além daquilo de que precisa.

O consumismo tem origens emocionais, sociais, financeiras e psicológicas onde juntas levam as pessoas a gastarem o que podem e o que não podem com a necessidade de suprir à indiferença social, a falta de recursos financeiros, a baixa auto-estima, a perturbação emocional e outros. Um consumista crônico nunca se satisfaz comprando, vazio de valores e amor próprio, o consumo o satisfaz apenas no ápice da compra, e nunca em plenitude.

Uma pessoa pode ser considerada consumista quando dá preferência ao shopping a qualquer outro tipo de passeio, faz compras até que todo o limite de crédito que possui exceda, deixa de usar objetos comprados há algum tempo, não consegue sair do shopping sem comprar algo, se sente mal quando alguém usa um objeto mais moderno que o seu etc.

Pessoas que não tendo dinheiro para gastar e, mesmo assim, preferem passear no shopping, a optar por outro tipo de diversão, também são consideradas consumistas, pois se tivessem recursos iriam utilizá-lo para a compra compulsiva.

Todas essas características fazem do consumista parte do capitalismo e da sociedade moderna rotulada como “a sociedade de consumo”.

Na sociedade de consumo, o homem se tornou coisa, mercadoria a ser consumida pelo mercado, pois ele alimenta todo o sistema. Com isso, vemos que os grandes Bancos e Corporações estão cada dia mais ricos, enchendo os bolsos de dinheiro, alimentando-se dos consumidores que consomem seus produtos e serviços.

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http://www.consumismoatual.blogspot.com/

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Por: Cláudio Gomes

Fonte de pesquisa: brasilescola.com, googlesearch, fórum yahoo

 

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FILOSOFIA: UMA VISÃO MAIS INTEGRAL DO MUNDO

Publicado por compendion em Outubro 24, 2008

Ao tratarmos de Filosofia estamos tratando de conteúdos que só se esgotam no ser humano. E o ser humano é inesgotável. Ao contrário de toda Ciência, que impõe respeito, a Filosofia levanta suspeita, ela não permite juízos prévios.

Desde a Antiguidade, o ensino de Filosofia existe sob diversas formas e apesar de falar a linguagem do mundo, ela é acessível apenas aos que buscam as “verdades mais verdadeiras”. Sendo de fácil compreensão, a Filosofia abre-nos um campo infinito: o do pensamento dos homens e de tudo que existe no universo.

Para os leigos poderíamos dizer em palavras simples que os Filósofos falam em palavras complicadas o que poderiam falar de modo simples. Eles nos ajudam a entender melhor o mundo e a nós mesmos.

Filosofar é viver, e o uso de palavras complicadas se deve ao fato de que um Filósofo deve se aproximar o máximo da Verdade. E ele só pode fazê-lo através das palavras.

Mas a Filosofia não teria sentido se não participasse de nossa vida diária. E assim apresentamos uma Filosofia que pode nos auxiliar na compreensão de nós mesmos e da vida no planeta: a Filosofia Integral, que hoje nos traz uma visão de homem mais humano, mais voltado para seu auto- conhecimento e mais preocupado com o futuro do planeta.

O homem saiu das cavernas, passou pelas imagens, desbravou terrenos férteis e hoje finca sua morada em computadores que ligam o Oriente ao Ocidente. Evoluiu. A  Filosofia também. Assim, hoje podemos usufruir da Filosofia Clínica, que trata de angústias profundas, de problemas de ordem existencial de uma maneira natural, com técnicas que apenas aproximam “o homem de sua natureza humana, de sua essência”.

E ao encontrar a essência, encontramos Deus. Aí está o verdadeiro significado da Filosofia: um encontro consigo mesmo para vislumbrar o mais Divino e Humano em nós e na Natureza, ou em linguagem filosófica: “Um Eu, um Tu e um Nós”.

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Por Maria Aparecida Dionísio. Psicopedagoga.

Especializando-se em Filosofia Clínica,  pesquisadora da Psicologia Integral.

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ILHA DAS FLORES.

Publicado por compendion em Outubro 21, 2008

Ilha das Flores.
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Um documentário que fala da questão ambiental de forma muito clara e com muito bom humor.

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UNIVERSOS PARALELOS – BBC.

Publicado por compendion em Outubro 21, 2008

UNIVERSOS PARALELOS – BBC.
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Documentário sobre estudos quanticos das teorias relativa, absoluta, teoria M , Big Bang, super graviton.
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O CANTO

Publicado por compendion em Outubro 21, 2008

O canto (2006)
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Curta-metragem. Joca é um garoto mudo que, de forma sensível, busca o espaço no seu mundo. Projeto final do Curso de Audiovisual, módulo II, Sobral/CE, Brasil.
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SEGREDOS PARALELOS

Publicado por compendion em Outubro 20, 2008

SEGREDOS PARALELOS
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Angélica é uma jovem que se mudou há pouco tempo para um prédio de classe média. Lá ela começa a desconfiar que sua vizinha esconde algum segredo envolvendo seu filho pequeno, já que ouve estranhos barulhos vindos de seu apartamento. Porém, o que Angélica se nega a enxergar é que ela também esconde um segredo, que define toda sua vida. Curta metragem produzido pelos alunos do 3º ano da faculdade de Rádio e TV da UNIMEP – Universidade Metodista de Piracicaba, no segundo semestre de 2006. Créditos Direção – Rafael Teixeira Roteiro – Júnior Simões Produção – Paulo Prado Áudio – Gabriel Sgarbi Direção de Arte – Melina Mazzini Fotografia – Flávio Bittar Produção Executiva – Lucas Capaldi.
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SOLIDÃO

Publicado por compendion em Outubro 20, 2008

Solidão
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“Dizem que a solidão enlouquece…” O monólogo de um solitário personagem…

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MUITO ALÉM DO CIDADÃO KANE

Publicado por compendion em Outubro 20, 2008

Muito além do cidadão Kane.
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Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres – proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial – que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro. – Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989. – Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora. – Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana. – Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira. “Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane”.
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OVOS EM IPANEMA

Publicado por compendion em Outubro 18, 2008

Ovos em Ipanema – Wikipédia 05/08/2007 às 19:12
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Esse artigo sobre o vídeo Ovos em Ipanema foi criada no Wikipedia e corre o risco de ser deletada. Ela está em votação e caso a eliminação seja aprovada, ela ocorrerá a partir do próximo dia 10 de Agosto.
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Ovos em Ipanema
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Vídeo caseiro, gravado em um apartamento de luxo no bairro de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, que mostra membros abestalhados da elite econômica carioca se divertindo ao atirar ovos do alto de uma varanda.
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Correlações
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Mais um péssimo exemplo da falta de escrúpulos de uma certa elite carioca. É nítido ainda, no vídeo, a certeza de total impunidade. Este ato segue outros diversos que demonstram a situação mental que vivem muitos dos jovéns filhos da elite neste país.
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Elenco
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Participam do vídeo o neto do ex-governador do estado do Rio de Janeiro Leonel Brizola, João Eduardo Brizola, sua amiga Daphne, a socialite à celulite Narcisa Tamborindeguy, o socialite e apresentador do SBT Bruno Chateaubriand, o diretor da TV Globo José Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho, a atriz da TV Globo Ana furtado e a filha caçula do compositor Antônio Carlos Jobim, o Tom Jobim, Maria Luiza Jobim.
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O Vídeo
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O vídeo, dividido em duas partes, foi divulgado no site Youtube pelo próprio João Eduardo Brizola, sendo descoberto pelo blog Surra, que postou links para a visualização do vídeo no dia 31/07/2007. No dia seguinte, o blog Kibeloco também postou os links para os vídeos, tornando-os bastante populares, sendo visto mais de 50.000 vezes em menos de 24 hrs e transformando-os em assuntos de diversas fontes de notícias, como o jornal Extra. Com a repercussão negativa do vídeo perante a sociedade, o vídeo foi bloqueado no site Youtube a pedido dos envolvidos na noite do dia 02/08/2007, embora pudesse ainda ser visualizados em outros sites, como a própria edição online do jornal Extra.
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Vídeo: Primeira parte
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Na primeira parte do vídeo, aparecem João Eduardo e Daphne mostrando e atirando mais de uma dúzia de ovos da varanda de um apartamento na Av. Vieira Souto, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Algumas cenas mostravam closes de “alvos” acertados pelos “atiradores”, como carros. Daphne, escondida atrás de uma cortina para não ser vista, sugere que João Eduardo atire ovos contra um carro de polícia que passava pela rua. Curiosamente, a primeira parte acaba com uma declaração da própria Daphne afirmando que odiaria ter o seu carro atingido por ovos.
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Vídeo: Segunda Parte
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A segunda parte do vídeo se inicia com Maria Luiza Jobim, filha caçula do compositor Tom Jobim, satirizando uma canção de sucesso do seu pai, alternando a letra para fazer referência aos ovos atirados. Em seguida, João Eduardo entrevista Narcisa Tamborindeguy, que afirma que quando está “louca” atira não só ovos, como também almofadas, flores, roupas velhas e lixo pela varanda, dizendo-se frustrada ainda por não ter uma boa pontaria. Relata ainda já ter tido que se esconder de síndico do prédio e até mesmo da polícia devido a esse comportamento. Depois do seu depoimento, ela aparece atirando um ovo na rua. Em sequência, o socialite e apresentador do SBT Bruno Chateaubriand afirma já ter atirado vassouras e garrafas big coke, além de manifestar desejo de atirar também pela janela penetras de suas festas. Em seguida, o diretor da TV Globo José Bonifácio Brasil de Oliveira, mais conhecido como Boninho, afirma já ter atirado muitos ovos em “muita vagabunda” em São Paulo, dando inclusive uma receita de como se deve preparar um ovo para ser tacado. Após Boninho, a atriz da Rede Globo Ana Furtado aparece no vídeo como a única participação não-negativa. Ela fala que nunca atirou nada pela janela, uma vez que é uma pessoa muito “certinha”. Embora constrangida pelo entrevistador, sua declaração destoa do comportamento dos outros participantes do vídeo. O filme termina com João Eduardo ligando para o Hotel Ritz, em Paris, França, para pedir, em inglês, que a atendente traduzisse uma frase dita por Narcisa Tamborindeguy ao aparecer no vídeo atirando um ovo pela varanda.
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Direção:
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João Eduardo Brizola
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Elenco:
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João Eduardo Brizola
Daphne
Narcisa Tamborindeguy
Bruno Chateaubriand
José Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho
Ana furtado
Maria Luiza Jobim

Roteiro:
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João Eduardo Brizola
Narcisa Tamborindeguy
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Idioma
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Português, Inglês, Francês
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PARTE I

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PARTE II

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EDITORIAL – OUTUBRO

Publicado por compendion em Outubro 18, 2008

 Quem é você? De onde você veio? O que está fazendo aqui? Para onde vai? Como fazer para chegar lá?
Alguma vez você já se colocou diante dessas perguntas? Digo, de forma séria e reflexiva, porque, acho que todos nós já brincamos com essas perguntas, agora, tratá-las de forma séria e reflexiva, talvez poucos.
Essas perguntas e outras, no passado, faziam parte do cotidiano das pessoas, e hoje apenas de alguns. Foram temas de longas reflexões e debates tanto no campo filosófico, como no teológico. Trata-se do existencialismo (caráter das doutrinas para as quais o objeto próprio da reflexão é o homem na sua existência concreta).
Mas, será que essas perguntas devem necessariamente ficar relegadas apenas aos psicólogos, filósofos e teólogos? Será que não seria um desperdício se eu e você, não nos voltássemos, pelo menos por um instante, para essas questões?
Pois bem, esta é a proposta do Simposion deste mês. Trataremos da importância do “conhecer-se a si mesmo” no relacionamento afetivo-familiar, no dia-a-dia de nosso trabalho e também em nossa vida espiritual.
Lançamos a pergunta a uma socióloga e a um padre. Duas visões diferentes de duas áreas diferentes, porém seus estudos e reflexões de uma maneira ou de outra, convergem para o homem.

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Cláudio Gomes

 

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O CONHECIMENTO DE SI NA ESPIRITUALIDADE

Publicado por compendion em Outubro 17, 2008

 O “conhecimento de si” esta na base do conhecimento da própria personalidade, em todas as suas esferas. É uma condição indispensável para a descoberta do “eu” como fonte de energia para um crescimento e um desenvolvimento sadio da personalidade.
No campo da orientação e direção espiritual, um sólido e correto “conhecimento de si” proporciona firmeza da própria identidade e, por isso mesmo, afasta da direção espiritual o perigo de transferências, projeções e identificações indevidas.

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Padre frei Vicente Frisullo,
Missionário Trinitário.

 

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O CONHECIMENTO DE SI NOS RELACIONAMENTOS SOCIAIS

Publicado por compendion em Outubro 17, 2008

O conhecimento de si no relacionamento familiar é de fundamental importância, pois o núcleo familiar é o primeiro grupo do qual o indivíduo participa. A família bem estruturada, com regras claras, estabelecendo diálogo aberto, transparente, garantirá a segurança do qual o sujeito precisa para se mover no social. O conhecimento de si contribui para que o indivíduo tenha condições de fazer escolhas adequadas às suas necessidades e, tendo essas necessidades satisfeitas, ele se relacionará de forma a equacionar as tensões cotidianas existentes no grupo familiar.
Como as relações humanas são constituídas de situações de tensão, pois implicam em uma interação entre pessoas diferentes, com necessidades e expectativas diversas, tendo o sujeito conhecimento de si, ele se moverá melhor no seio familiar porque buscará abrir canais de diálogo no sentido de respeitar as escolhas feitas pelos membros integrantes de sua família e, em contrapartida, esperará serem respeitadas as opções por ele feitas. Evidentemente, esta atuação se estenderá para o âmbito do trabalho e, dentro das possibilidades, ele reproduzirá tal situação no relacionamento profissional.
É necessário, entretanto, refletir sobre as dificuldades inerentes ao espaço específico do trabalho, onde imperam relações de hierarquia mais rígidas e fundadas em interesses econômicos. Naturalmente isso implica em estados de tensão muito mais complexos e de difícil equacionamento. O conhecimento de si, aqui, será importante no sentido de perceber as limitações tanto nos relacionamentos, quanto de satisfação das necessidades dos sujeitos implicados nessas relações, que alcançarão apenas certo grau de satisfação dessas necessidades dependendo dos propósitos em questão.
Este conhecimento de si, quando pensado em termos espirituais, ganha importância capital, pois o sujeito que não se conhece, que não localiza com clareza suas expectativas e não se coloca projetos para movimentar-se no mundo, não consegue bom relacionamento no seio familiar nem no espaço do trabalho. O homem precisa de um arcabouço ético, necessita operar com valores que orientem seus comportamentos, que possam mediar as suas ações. É isso que alimenta seu espírito, é isso que serena suas angústias. Um espírito assentado é um espírito alimentado por valores que o atendam.
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Prof(a). Tânia Maria Soares Bezerra Sereno.
Mestra em Educação, Arte e História da Cultura.
Professora de Sociologia e Antropologia Cultural do UNIFAI.

 

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A EDUCAÇÃO COMO MEIO DE CHEGAR AO CONHECIMENTO DE SI

Publicado por compendion em Outubro 17, 2008

 A Educação como meio de chegar ao conhecimento de si
“Conhece-te a ti mesmo” (Sócrates 469-399 a. C.)

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Segundo Sócrates, “o homem é a sua alma, entendendo-se ‘alma’, aqui, como a sede da razão, o nosso eu consciente, que inclui a consciência intelectual e a consciência moral, e que, portanto, distingue o ser humano de todos os outros seres da natureza.” (COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia.)
“Conhece-te a ti mesmo” é a frase que se encontra no templo de Delfos, assumida por Sócrates como objetivo da educação. Ela nos intriga porque vai aos mais recônditos lugares da nossa razão, querendo mostrar a nossa existência. Ela convida a direcionar o objetivo da Educação para o nosso interior.
Sócrates inaugura, até então, um novo pensamento acerca do homem, postulando que ele é a alma “personalidade intelectual e moral”; por isso cuidar de si, significa cuidar da alma. Nos dias atuais percebemos um profundo afastamento deste ideal, vivemos como se não tivéssemos alma, como se não fossemos pessoas. Estamos embriagados pelo consumismo e materialismo que nos dilui na sociedade como objetos.
Constatamos, portanto, que a maioria dos homens deixaram de pensar sobre sua realidade e sobre si mesmo.
Refletir tornou-se caretice!
É necessário despertar desse sono profundo e direcionar a educação para o conhecimento de nós, de nossa existência, para podermos falar como Pascal: “quando conheço a mim mesmo, conheço os outros”, superando assim a crise da alteridade (crise do relacionamento com os outros).
Precisamos, portanto, saber de fato qual é nosso papel na sociedade e deixar de usar as máscaras do cientificismo, materialismo e consumismo que escondem nossos principais e verdadeiros anseios, que nos caracterizam como homem, ser pensante.
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Por Tiago dos Santos Barbosa
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Nascido em Atenas, Sócrates (469-399 a. C.) é tradicionalmente considerado um marco divisório da História da Filosofia grega. Por isso, os filósofos que o antecederam são chamados de pré-socráticos e os que o sucederam, de pós-socráticos. O próprio Sócrates, porém, não deixou nada escrito, e o que se sabe dele e de seu pensamento vem dos textos de seus discípulos e de seus adversários.(COTRIM, Gilberto)

 

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PREGUIÇA E INÉRCIA

Publicado por compendion em Outubro 17, 2008

 ”O que é, pois, que nos faz preguiçosos e inertes? Nenhum de nós pensa que, a qualquer momento, deverá sair desse domicílio. Assim, o apego ao lugar e o hábito mantêm os velhos inquilinos, mesmo com todas as incomodações”. (Sêneca)

Você se considera uma pessoa acomodada? Você está atento às questões que movimentam nossas vidas, como: globalização, política, ciência, educação, família e religião? Ou está atento apenas ao futebol dominical, à novela semanal e ao baile noturno? Não que estas coisas sejam necessariamente ruins, mas se só nos interessamos por elas, certamente vivemos inertes e acomodados.
Certamente ficamos indignados, quando algum escândalo financeiro estoura ou quando acontece algum crime horrível de forte repercussão pública. Mas, o que fazer para tentar mudar este quadro?
É preciso deixar o futebol, a novela e o baile de lado um pouco e prestar atenção para o que realmente interessa, o que movimenta nossas vidas. Ou você pensa que nossas vidas não são movimentadas? Elas são e devem continuar sendo. A questão aqui é como ela está sendo movimentada, se de forma boa ou ruim, e se podemos melhorá-la. Para alcançarmos alguma mudança, devemos começar por nós mesmos, eu e você. É preciso raciocinar acerca da vida. Isso começa sobre o nosso “EU”. Sobre o “quem é você” para você. Sobre “o quem eu sou”. A partir desse descobrimento que é somente seu e meu, poderemos tentar fazer algo pela manutenção da família, do lazer, do trabalho e da religião.
Raciocinar é preciso. Se almejamos melhorias em nossas vidas. Raciocinar aqui é sair da inércia intelectual e começar a indagar o porquê das coisas. É questionar o porquê da fome do mundo; o porquê da corrupção; o porquê do tráfico e consumo de drogas no bairro; o porquê das fobias e depressões.
Este período eleitoral se mostra propício para sairmos do aconchego das acomodações. Eu e você somos responsáveis pelos atuais políticos que estão no poder e pelos que vão governar futuramente.
Contudo, esta missão de todos nós não é fácil. Não é algo que acontecerá ao término desse texto ou da noite para o dia. Esta tarefa é fruto de reflexão, de aprimoramento de vida e conduta e, acima de tudo, de vontade.
Reclamamos que os políticos de hoje e de ontem são corruptos. Não nos esqueçamos, também, que o político de amanhã pode ser eu ou você ou ainda nossos filhos. Será que vamos ser diferentes dos de hoje?
Se não tentarmos com todas as nossas forças viver uma nova mentalidade, aquela ensinada pelos livros sacros e os exemplos de santos e sábios (de todos os tempos e lugares), que foram pautados na ética, na justiça e no amor, continuaremos acomodados nesse domicílio.
Temos duas opções: ou nos damos conta de que a família, a escola, o bairro, o trabalho, a religião, a política somos nós que fazemos, e por isso somos responsáveis quando eles não vão bem; ou deixamos tudo como está, a mercê de dias que certamente podem não ser melhores que os de hoje. Depende só de nós.

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Por Marcos Tostes

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Vacinação em massa rubéola – suspeita de esterilização campanha de controle populacional

Publicado por compendion em Outubro 17, 2008

Vacinação em massa rubéola – suspeita de esterilização campanha de controle populacional.

[Esta matéria não exprime necessáriamente nossa opinião, apenas a estamos colocando a disposição do internauta, para que este fique por dentro desta questão que não é vinculada pela mídia convencional]

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Matthew Cullinan Hoffman:
www.lifesitenews.com 14 de agosto de 2008 – O início de um programa compulsório de vacinação em massa no Brasil está levantando suspeitas entre ativistas pró-vida internacionais, que notam que o programa é semelhante a outros em anos recentes que incluíam um agente esterilizante oculto nas vacinas.
A campanha, que começou na semana passada pelo Ministro da Saúde pró-aborto do Brasil, José Gomes Temporão, afirma que sua meta é aniquilar a rubéola na nação sul-americana.
Temporão, que tem gasto energia considerável para legalizar o aborto, afirma que está preocupado com o fato de que 17 crianças brasileiras anualmente sofrem defeitos congênitos da doença, numa nação de mais de 180 milhões de pessoas. A rubéola normalmente é pouco mais do que um incômodo para os que a contraem, com sintomas que desaparecem em questão de dias ou semanas.
Embora o número de crianças afetadas pela Síndrome Congênita da Rubéola (SCR) seja per capita menos do que o número de crianças atingidas na Inglaterra e na Austrália na década de 1990, Temporão está liderando um programa compulsório para vacinar 70 milhões de brasileiros, o que tornaria tal vacinação a maior da história.
Adolfo Castañeda, de Vida Humana Internacional, observa que apenas dois anos atrás, pesquisadores constataram que a vacina da rubéola usada numa campanha semelhante na Argentina estava contaminada com o hormônio Gonadotropina Coriônica Humana (HCG), um hormônio da gravidez que é necessário para que um zigoto que acabou de ser concebido se implante na parede uterina depois da concepção.
Em 2006, houve na Argentina uma campanha semelhante ao programa atual do Brasil”, Castañeda escreveu num recente boletim de VHI. “Constatou-se a presença do HCG em várias amostras da vacina usada contra a rubéola. A suspeita que ocasionou a investigação foi iniciada pelo fato de que havia muito poucos casos da doença na Argentina. Esses casos não mereciam uma campanha de grande escala”.
Castañeda também nota que a faixa etária das mulheres alvos da campanha é a mesma ou semelhante a outros programas que, conforme foi comprovado, incluíam agentes esterilizantes nas vacinas.
“A idade das pessoas que serão vacinadas é 12 a 49 anos para as mulheres (idade reprodutiva) , e entre 12 e 39 anos para os homens”, escreveu ele. “As idades para as mulheres são as mesmas idades para aquelas que receberam as vacinas na Nicarágua, onde incluíam um hormônio que esteriliza a mulher que o recebe, e semelhante à idade daquelas que receberam outro hormônio esterilizante nas Filipinas”.
Aliás, conforme observa o governo australiano em sua revista, Communicable Diseases Intelligence, crianças pequenas são o principal condutor da doença. Portanto, programas de elevada eficácia nos EUA e Austrália fazem esse grupo de alvo http://www.health. gov.au/internet/ main/publishing. nsf/content/ cda-pubs- cdi-1999- cdi2308-cdi2308a .htm). Contudo, o governo brasileiro está ignorando as crianças e está fazendo de alvo as mulheres em idade reprodutiva.
O ativista pró-vida brasileiro Julio Severo, que está escondido do governo por sua recusa de participar de programas compulsórios de vacinação, observa que, estranhamente, até mesmo aqueles que já receberam a vacina, ou que já tiveram rubéola (assim garantindo imunidade) serão forçados pelo governo a receber a vacina durante a campanha atual.
“Se o objetivo da campanha é realmente eliminar a rubéola, então por que vacinar quem já foi vacinado?”, pergunta ele em seu blog, Last Days Watchman. “Por que obrigar a vacinação de quem já teve a doença? É fato mais que comprovado que a pessoa que já teve rubéola nunca mais a terá.”
Severo diz que a campanha está buscando achar pessoas onde quer que se reúnam ou viajem, e não há opção, a não ser receber a vacina. Aliás, ele observa, o governo, num caso amplamente divulgado pela mídia, já tomou medidas criminais contra uma mulher porque seus filhos não receberam algumas das vacinas obrigatórias. Ela perdeu a guarda dos filhos, e os colegas de trabalho dela que sabiam da situação e não a denunciaram foram condenados pela justiça. O caso dela foi mostrado na TV como exemplo para os que poderiam querer resistir à campanha do governo para vaciná-los a força.
Ele também aponta que as mesmas agências internacionais que estão por trás da atual vacinação no Brasil estão envolvidas na pesquisa de vacinas esterilizantes há décadas, e avisa que não dá para se confiar nesses mesmos grupos, que são dedicados ao aborto e controle populacional.
“Nas campanhas de vacinação em massa na Argentina, Nigéria, Filipinas e outros países, o UNICEF mostrou que sabe aliar as piores intenções com as aparências mais angelicais”, escreve Severo. “No Brasil, temos o compromisso de Temporão de que a campanha de vacinação em massa é apenas para proteger bebês e ajudar as famílias”.

 

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QUEM É O HOMEM?

Publicado por compendion em Outubro 17, 2008

 QUEM É O HOMEM?

“Que quimera é, então, o homem? Que novidade, que monstro, que caos, que motivo de contradição, que prodígio! Juiz de todas as coisas, (…) glória e escória do universo.”

(Pascal)

Na escala dos seres o homem se encontra no ápice, e isso é facilmente constatável. Uma pedra existe. Uma planta existe e vive. O homem existe, vive e tem consciência disso. Essa consciência de si é revelada pela racionalidade humana, que o diferencia dos demais animais que são ditos irracionais.
A racionalidade humana move sua inteligência e, por meio desta, o homem é capaz de fazer coisas: ora magníficas, ora assustadoras. As mesmas mãos que manipulam elementos químicos em favor da medicina, também os manipulam para a construção de armas biológicas e nucleares. Retirando as exceções, o homem vive uma dualidade de ação que oscila historicamente entre o bem e o mau.
Contudo, não pensemos que as atitudes boas ou más que o homem pratica devem ser registradas apenas entre as que são ditas grandiosas. Talvez não nos damos conta de nossos feitos cotidianos, aqueles do dia-a-dia, aos quais, de fato, deveríamos voltar nossos olhos com mais atenção, pois são eles que moldarão o nosso caráter e determinarão, por fim, nossas grandes ações: boas ou más.
(Cláudio Gomes)

 

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VALE A PENA SER JUSTO?

Publicado por compendion em Outubro 16, 2008

EM UMA SOCIEDADE INJUSTA, VALE A PENA SER JUSTO.
 
 
Hoje em dia, onde a injustiça se mostra de forma latente, será que Platão estaria correto ao afirmar que: “é mais nobre ser injustiçado do que cometer uma injustiça”?
 

Numa época (para uns pós-moderna, para outros super-moderna e para outros, ainda, anti-moderna) em que assistimos e sentimos a chamada crise da moral – devido aos atos corruptos que emanam seja dos setores superiores (políticos, jurídicos, eclesiásticos), seja das pequenas organizações sociais (ONGs, cooperativas, entidades filantrópicas) – indaga-se se vale a pena ser honesto. Para Platão, a justiça garante a ordem, porquanto ela, juntamente com o respeito recíproco, é a base da política, através da qual tornou-se possível aos seres humanos reunir-se em cidades. No limite, decorre da justiça à convenção e a amizade. Ser justo, portanto, é ter uma conduta que se ajuste a essa ordem. A afirmação de Platão de que antes ser injustiçado do que cometer injustiça deve ser aplicada no sentido de uma resistência não-violenta, que não significa passividade mórbida ou submissão covarde, mas sim atitude alternativa de contestação justa sem recorrer à guerra. A justiça deve ser a condição que possibilite a convivência dos seres humanos que desenvolvem suas atividades. Mas ela não se basta a si mesma. Daí que devemos acrescentar a solidariedade, outro instrumento eficaz que expele os ódios e as lutas dos grupos humanos, e pode aliviar a tensão entre os setores do topo da pirâmide social e os membros da base.

frei Ailton Antunes, OSST
 
 
Nascido em Atenas, Platão (427-347 a.C.) pertencia a uma nobre família. Foi discípulo de Sócrates, a quem considerava “o mais sábio e o mais justo dos homens”. A maior parte do pensamento platônico nos foi transmitida por intermédio da fala de Sócrates, nos Diálogos socráticos, escritos por ele mesmo, Platão. Um dos aspectos mais importantes da filosofia de Platão é sua teoria das idéias, com a qual procura explicar como se desenvolve o conhecimento humano. Segundo ele, o processo de conhecimento se desenvolve por meio da passagem progressiva do mundo das sombras e aparências para o mundo das idéias e essências.

Fonte: GILBERTO CONTRIM. Fundamentos da filosofia.

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CIÊNCIA DA FÉ

Publicado por compendion em Junho 3, 2008

Vivemos a era da técnica, onde o homem tem conseguido grandes avanços científicos que por um lado, trazem grandes benfeitorias para a sobrevivência do ser humano, especialmente na área da saúde do corpo, mas por outro lado todos esses avanços não conseguem preencher o interior do homem que anda cada vez mais vazio.
Toda essa tecnologia na área da saúde, comunicação, transporte, etc nos tiram a atenção para o primordial na vida, haja vista que o homem não tem vida eterna, os avanços científicos conseguem no máximo retardar um pouco a nossa morte, às vezes a um preço muito alto, como pessoas que vivem em estado vegetativo em leitos de hospital, e milhares de crianças sendo mortas atravéz do aborto.
As doenças psicossomáticas cada vez mais presentes no homem de todas as classes sociais, diversos tipos de síndrome e seus derivados.
A comunicação é em massa diga-se de passagem a internet, e a TV a cabo com seus inúmeros canais, mas mesmo assim vivemos cada vez mais solitários e agressivos com tantas guerras explodindo em todas nações.
Diante disso não resta dúvida que esquecemos a fonte da vida, achamos que podemos fazer tudo, que somos auto-suficientes, mas enquanto não olharmos para nossa origem e vermos que tudo isso é ínfimo diante do Criador do universo e cada um de nós com seus olhos voltados para Cristo, adotarmos um novo modo de enxergar as coisas, vivermos cada dia como se fosse o ultimo de nossas vidas, e termos fé que esta aflição que muitos de nós passamos faz parte dessa viagem por este planeta chamado Terra.

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A LIBERDADE DO HOMEM

Publicado por compendion em Junho 3, 2008

Liberdade, jeito de ser que atrai a todos, buscada pelo homem por todos os séculos até os dias de hoje, este modo de ser (livre) nos faz lembrar os pássaros que podem voar para todos os lugares que querem, os gatos que andam pela noite nos telhados das casas com toda liberdade
Quando falamos em liberdade logo imaginamos poder fazer de tudo.
Liberdade parece nunca estar ligada com responsabilidade, e isso é muito perigoso,  o apóstolo São Paulo nos diz:  “Tudo é permitido, mas nem tudo convém. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica” (1 Cor. 10,23).
Sem dúvida existem duas liberdades, uma verdadeira e uma falsa, são como que duas portas (Mt. 7,13).
A liberdade que o mundo secular nos apresenta é uma porta espaçosa cheia de possibilidades: é como um hipermercado com suas prateleiras cheias de produtos variados, onde a pessoa entra fica encantada e vai colocando de tudo no carrinho, esquecendo-se que ao sair vai ter que passar pela boca do caixa.
Está liberdade desregrada tem causado a dissolução das famílias, a promiscuidade dessa falsa liberdade que o homem “moderno” vive tem causado uma multiplicação de doenças, diga-se a AIDS ( Rm. 1,27), os vícios se multiplicam a cada dia levando nossa juventude ao esfacelamento da alma.
Chegou a hora de darmos um basta para o que a sociedade secular nos dita, uma falsa liberdade, toda baseada no egoísmo do “EU QUERO SER FELIZ”, não importando que para isso eu vá maltratar o próximo, uma falsa liberdade, que na verdade gera a escravidão, vamos entrar pela outra porta (Jo. 10,9), mesmo que para isso tenhamos que nadar contra a maré, busquemos a liberdade cristã pois “É para liberdade que Cristo nos libertou.
Permanecei firmes, portanto e não deixeis prender de novo ao jugo da escravidão” (Gl. 5,1)
Vamos trilhar nossa  vida baseado totalmente nas palavras de Cristo pois “suas palavras são espírito e vida” (Jo.6,63)

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CONFISSÃO DOS PECADOS

Publicado por compendion em Junho 3, 2008

Quem esconde suas faltas jamais tem sucesso, mas quem as confessa e abandona obtém compaixão (Pr. 28,13).
Não te envergonhes de confessar teus pecados, não resistas à correnteza do rio (Eclo. 4,26).
O sacramento da penitência e da reconciliação (confissão sacramental dos pecados) é um tema muito importante, que requer duas questões: 1, você se confessa ao padre? 2, acredita que Cristo pede isso para você, e por isso instituiu o sacramento da penitencia, confiando aos apóstolos esta tarefa? (Jo. 20,23; Mt.16,19. 18,18)
Existem pessoas que são católicas praticantes, que acreditam, mas tem vergonha de faze-lo, se você  esta nesta turma peça a Deus a graça para que essa barreira de vergonha ou medo seja quebrada, o próprio Deus nos fala “Não te envergonhes de confessar teus pecados, não resistas à correnteza do rio’’ Eclo. (4,26) , lembre-se que todos nós somos pecadores, por isso não devemos ter vergonha do padre, pois Deus conhece cada um de nos, e “quem esconde suas faltas jamais tem sucesso, mas quem as confessa e abandona (as faltas) obtém compaixão’’(Pr, 28,13).
Agora se você acredita não ser necessário estar diante do sacerdote para confessar, e diz que confessa direto a Deus, você parece ser um católico “protestante’’ e não obedece a palavra, isto é um pensamento mesquinho, e alto suficiente, fruto do pecado original (Gn. 3,5).
Você diz no seu coração: imagina que vou confessar ao padre, ele tem mais pecados do que eu, falo direto com Deus e ele me perdoa.
Podemos e devemos confessar a Deus nossas faltas, mas mérito muito maior tem quem, confessa diante do padre, é um ato que quando feito com verdadeira contrição, demonstra um repudio verdadeiro frente ao pecado cometi-do, e traz um verdadeiro mérito ao fiel pois “se confessarmos nossos pecados, ele, que é fiel e justo, perdoará nossos pecados pecados e nos purificara de toda injustiça’’(1 Jo. 1,9)”.
Quanto aos pecados dos padres não cabe a nós o julgamento, todos os homeñs são passiveis de erros, o catecismo da Igreja Católica diz que: (No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja enquanto Cabeça do seu corpo…A Igreja expressa dizendo que o sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, age “in persona Christi Capitis’’ (na pessoa de Cristo Cabeça) CIC. 1548).
São Paulo diz: Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação. Sendo assim exercemos a função de embaixadores em nome de Cristo, e é por meio de nós que o próprio Deus exorta vocês.  Em nome de Cristo, suplicamos: reconciliem-se com Deus. (2 Cor. 5,18.20).

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FAMÍLIA

Publicado por compendion em Junho 3, 2008

Por onde ela anda? Para onde ela vai? Procuro pelas casas e quase não a encontro, será que estão passeando?
Fui até os parques, aos espetáculos e vi poucas quando lá deveria estar cheio delas.
Pensei comigo: vou procurar pelas casas, pois é lá que elas nascem. A decepção toma conta de mim quando percebo que ela está em extinção.
O que será que acontece com o século XXI e a sua modernidade? Com toda tecnologia e recursos e não consegue manter viva as famílias?
Por onde ela anda? Para onde ela vai?…    
CLAUDIO

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QUEM É O HOMEM NA HISTÓRIA DOS SABERES?

Publicado por compendion em Abril 12, 2008

NASCIMENTO
Como falar sobre quem é o homem sem percorrer todo um período histórico, onde ele sempre esteve presente? Acreditamos que ele foi sempre ou quase sempre o protagonista da História, alias se somos capazes de voltar os olhos para o passado, isso se deve a ele, que esteve nos diversos períodos para fazer o registro histórico. Mesmo no período pré-socrático, quando a investigação científica, ainda que arcaica, voltava sua atenção para a physis, era o homem e somente ele que estava à frente das investigações
O período socrático marca a derrocada dos deuses míticos (ainda que não completa e, já iniciada com os pré-socráticos) e uma conversão dos pensamentos, onde o movimento sofístico opera “uma verdadeira revolução espiritual, deslocando o eixo da reflexão filosófica da physis e do cosmos para o homem e aquilo que concerne a vida do homem como membro de uma sociedade” . Este período identificamos: como o “período do nascimento”. E acreditamos não ser possível não identificar um paralelo entre esse período, e a idade do homem na História dos saberes. E como toda História tem um começo, a História do homem como ser que faz História, se inicia nesta época.
A mudança da reflexão filosófica da physis para o homem, a nosso ver marca o início da tentativa de descobrir: quem é o homem? É o seu nascimento, o seu descobrimento como agente ativo do cosmos que o circula, a máxima socrática “conhece-te a ti mesmo” pode ser identificada como um conselho ao homem de que, ele deve conhecer primeiro a si próprio para depois avançar no conhecimento daquilo que o cerca. Portanto, se o homem nasce, nasce para o saber, primeiro sobre si, depois sobre as coisas. Por isso Aristóteles vai dizer que “todos os homens, por natureza, desejam saber”
INFÂNCIA
Com o nascimento de Jesus Cristo, já anunciado cerca de 700 anos antes, ocorre uma mudança mais radical ainda, mudança esta que foi capaz até mesmo de modificar todo o calendário. A partir de agora a História será contada em duas épocas: antes de Cristo e depois de Cristo.
Jesus surge dizendo-se ser o filho de Deus, anunciando a boa nova da salvação com a vida eterna a todos os homens, sem exceção, bastando para isso que se convertam ao Pai. A partir de agora todos são seus irmãos, portanto, filhos do mesmo Pai, filhos de Deus. O homem tinha a partir desse momento, um Pai que os amava verdadeiramente.
Esta época identificamos como o “período da infância”, de fato é na infância que aprendemos a chamar pelo pai, talvez a figura mais marcante da história de todos os homens. A figura do pai nos da segurança, este é a coluna mestra de todas as casas, quem seria o homem sem um pai? Mas, muito mais que um pai, agora o homem tinha um Pai, criador do céu e da terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis.
A segurança desta revelação a aqueles que creram na boa nova, foi de tão grande efeito que passaríamos horas falando sobre os mártires e as perseguições que sofreram por causa de terem crido.
ADOLESCÊNCIA
Passado esse período adentramos na “adolescência”. Na Idade Média, o homem parece estar um pouco de lado novamente, pois o centro das questões esta voltada para Deus. A Igreja exerce um papel inegável de liderança em todos os âmbitos, da sacristia à monarquia. Juntamente com a terra, Deus é o centro do universo. O homem acata passivamente todos os mandamentos de Deus ministrados a partir da Igreja, ainda que esta em dados momentos, os tenha manipulado em proveito próprio. A alta Idade Média é identificada por alguns como “século das trevas da Igreja”
Se partirmos pelo critério de que o homem (talvez não nos dias de hoje) no período da adolescência realmente aceita todas as ordens do pai, em algumas raras exceções retruca um pouco, mas acaba aceitando o que o pai manda de cabeça baixa, identificaremos este período realmente como o da adolescência.
JUVENTUDE
Chegamos ao que podemos chamar de o “centro” da vida do homem, este agora se encontra na “juventude”. A juventude de fato parece ser o momento da alto-afirmação do homem, momento de se definir sobre o que ele pensa que é. Não vamos recorrer a pesquisas psicológicas, mas no senso comum, costumamos dizer que esta é a época em que os filhos costumam dar mais trabalho aos pais. Pois bem, na ocasião histórica referente a este período, o homem, buscando se auto-afirmar novamente, se coloca como o centro de tudo, o jovem homem agora é um rebelde.
Para corroborar com esta pretensão, a Idade Moderna, inicia-se com um grande golpe nas bases da Igreja e no pensamento do ser humano, o sistema heliocêntrico proposto por Copérnico parece dar um novo fôlego na História do homem. “O sistema copernicano tornou-se um dos mais vigorosos instrumentos do agnosticismo e ceticismo filosóficos que se desenvolveram no século XVI”4.
O homem agora em plena juventude de sua História, se esquece de seu Pai, os ensinamentos da Igreja começam a serem postos de lado, Deus não é o centro, o homem é o centro. É dado início ao período do racionalismo, todas as questões devem ser resolvidas com bases científicas e não teológicas. Como veremos a seguir, esta mudança apesar de ter trazido alguns avanços para a humanidade, também trouxe consigo grandes males nunca antes imaginados, pois, se os homens não têm um Pai em comum, conseqüentemente também não são irmãos entre si. As conseqüências disso foram tremendamente negativas.
IDADE ADULTA
O período da Idade Contemporânea, identificado por nós como a “Idade Adulta”, mostra até onde o homem pode ir, utilizando-se apenas da reflexão racional. De fato, neste período o homem foi capaz de mostrar toda a sua ferocidade, toda a capacidade de destruição e de autodestruição.
Na Primeira e Segunda Grande Guerra foram registrados números nunca antes imaginados de mortos, o continente europeu foi quase todo devastado, as bombas atiradas em Hiroshima e Nagasaki mostram o duro golpe do homem em si mesmo.
 Se a alta Idade Média costuma ser identificada como a “idade das trevas da Igreja”, por que não identificar a Idade Contemporânea como a “idade das trevas do homem”?
 VELHICE
Tendo atravessado todo um percurso histórico o homem se encontra agora na “velhice” ou “na idade da sabedoria ou da loucura”, este período é o hoje, o agora. Resta agora tentar responder: quem o homem hoje?
Decidimos abordar essa questão dessa maneira, porque entendemos que não é possível dizer quem é o homem de forma tão fácil, alias quem o diria? Todo esse percurso mostra claramente que o homem esta em constante mutação, ele não é, ele foi ou esta sendo. Com certeza seria mais fácil responder quem foi o homem em determinados períodos da história, mas, a questão: quem é o homem, parece pretender uma resposta precisa sobre o homem no seu período atual.
Ainda assim, será possível dizer quem é o homem hoje? No nosso sistema de reflexão, no seu hoje, ele esta na velhice, portanto, estaria prestes a morrer. Identificamos este período como “idade da sabedoria ou da loucura”.
Dizemos sabedoria porque é costume se dizer que a velhice é a idade da experiência, depois de ter vivido tantos anos um homem já em idade avançada, teria assimilado muitos conhecimentos e, portanto seria o portador destes. Mas, ainda dizemos também que, a velhice é o período da perda de consciência do homem, ou seja, a loucura.
Entendemos que o homem de hoje não esta tão diferente do homem da Idade Contemporânea, ele continua mostrando o que é capaz. Pensamos que o racionalismo exacerbado, de fato o enlouqueceu. Um filho capaz de se esquecer do Pai, vai lembrar de quem, a não ser de si mesmo? Hoje o homem vive a cultura do eu, cultura que não cria vínculos e pretende destruir os que restaram.
Temos medo de ao estarmos escrevendo esse artigo, sermos tachados de negativos de mais com relação ao homem. Mas, ele (o homem), nos dá outra opção? Claro que sim. O tempo não para, a História não acabou, o homem ainda tem um futuro pela frente, ele tem a chance de mudar o rumo da História mais uma vez. O Pai bondoso nos deu esse “poder” (Gn. 1,28-ss.), portanto, temos a chance de voltar os olhos para o bem e provarmos que não somos um animal irracional.
Quanto à resposta problematizada, entendemos realmente não ser possível dá-la, resta agora esperar mais um ciclo, e termos esperança de alguém poder narrar as maravilhas operadas pelo homem com relação ao homem, pois na História dos saberes não importa quem ele é, ou o que ele é, e sim o que ele faz.
Claudio Gomes™, estudante de Filosofia do Centro Universitário Assunção – UNIFAI

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O COMPORTAMENTO DO HOMEM E A PSICOLOGIA

Publicado por compendion em Abril 12, 2008

Introdução

          Com base na definição de Psicologia como ciência que estuda o comportamento do homem e de outros animais, pretendo enfatizar este trabalho destacando a formação do indivíduo e suas relações com o próximo, a partir de sua infância enquanto ser comunitário. Vamos fazer uma pequena análise do crescimento e desenvolvimento infantil, e tentar descobrir porque “a criança é na verdade o pai do homem”1, por fim analisar a questão: “qual a diferença entre a resposta de um indivíduo a seu ambiente físico e sua resposta ao mesmo ambiente na presença de outro indivíduo?”2 Para a realização deste trabalho utilizarei algumas citações extraídas do livro Confissões, de santo Agostinho, -obra escrita provavelmente entre 397 e 398- e com isso perceber que o comportamento humano em sua estrutura não se modificou, apenas se atualiza às diferentes épocas do desenvolvimento humano.


Parte I

No livro I, Agostinho recorda os pecados cometidos na infância, e diz “Quem me poderá lembrar os pecados cometidos na infância (…) Qual era então o meu pecado? Seria talvez o de buscar avidamente, aos berros os seios de minha mãe?”3. Neste ponto do livro, Agostinho faz uma análise de sua infância, e obervando o comporamento de outras crianças chega à conclusão que “Se mostrasse hoje a mesma avidez, não pelo seio materno, é claro, mas pelos alimentos próprios da minha idade, seria justamente escarnecido e censurado”4.
Esta necessidade de caráter fisiológico que uma criança tem é devidamente tolerado pela mãe neste período de amamentação, e, em outras circunstâncias e em outra idade, reprimido e outrora tolerado. Ao observar uma criança em um supermercado gritando, chorando e rolando no chão tentando convencer a mãe a comprar determinada coisa, digamos um chocolate, fica fácil entender o que Agostinho quer dizer. Esta atitude “agressiva” e hoje em dia tão “normal” de uma criança, pode nos mostrar como vai ser a sua relação enquanto ser social. “O bebê recém-nascido desperta para a atividade através de suas necessidades corporais, as necessidades de ar, alimento, eliminação de restos de alimentos, uma temperatura agradável, sono. Todas essas necessidades são as raízes fisiológicas do que os psicólogos denominam motivação”5. Porém, quando estas motivações não são bem administradas pelos pais, a criança pode vir a ter problemas futuramente, “pois os motivos tornam-se complexos à medida que o indivíduo cresce” 6. E isto pode ser determinante para a formação de sua personalidade.
Em tempos de capitalismo, é observável que as crianças já nascem prontas para aderirem ao consumismo. E como o consumo tem mostrado não poder suprir as necessidades do homem, -pois as “coisas” nunca bastam aos anseios do indivíduo- a criança que tem este tipo de comportamento manipulador desde seus primeiros anos de vida certamente irá ter e causar problemas. A criança, ao chamar a atenção dos pais por desejar um chocolate, demonstra toda sua capacidade de manipulação. Diante disso, os pais têm duas opções: ignorar os espetáculos feitos pelo pequeno infante e estabelecer limites concretos para ele; ou se deixarem manipular e colaborarem para a sua má formação humana e social, mesmo sem se darem conta disso.
A uma criança que não se estabelece um limite razoável, quando adulta pode vir a ter problemas, pois “Alguns indivíduos conformam-se facilmente à sua cultura [ou classe social], outros revoltam-se; alguns desenvolvem bons hábitos de trabalho [ou estudo] e tem elevados motivos para sua realização, enquanto outros são mais indolentes; alguns são mais competitivos e agressivos, outros são mais modestos” 7. “O vocábulo fante quer dizer fala, que precedido da partícula negativa in significa aquele que não tem o poder da fala. Ou seja, o infante necessita de alguém que fale com ele e por ele, na tentativa de torna-lo partícipe desse mundo”8. Ao que parece isto esta ocorrendo de maneira invertida, ou seja, são os infantes que estão falando pelos pais e sendo os verdadeiros pais do homem.
Cabe à psicologia vir em auxílio dos pais e educadores e procurar encontrar meios que auxiliem na nova educação. Além do mais, muitos psicólogos aderiram ao mercado publicitário, e com isso ajudam a desenvolver campanhas que mexem negativamente no âmago do homem e acabam por colaborar diretamente com a mudança comportamental dos indivíduos (neste caso as crianças), mudança esta deveras negativa. Mas isto não é de se estranhar já que quase todas as ciências têm seu lado negativo, umas mais, outras menos, isto a história já mostrou.
Parte II
Partimos agora para o campo do relacionamento grupal, “no dizer da psicanalista Françoise Dolto (1994) a fase da adolescência é um delicado período de transição, em que o sujeito tem que matar simbolicamente a infância, juntamente com os heróis familiares que a suportaram e rumar para o desconhecido, negando valores sedimentados, buscando uma identidade própria e outras identificações; um processo permeado por conflitos, incertezas e ambivalências. Ou seja, o sujeito está aberto para o outro, mas, ao mesmo tempo, centrado em seus interesses particulares e problemas existenciais”9.
Este processo de transição do ambiente familiar, para o ambiente do mundo (entenda-se “mundo” como ambiente externo fora do convívio dos pais), constitui um verdadeiro choque existencial. O resultado dessa descoberta do mundo pode-se observar em atitudes de contestação de valores, de rebeldia contra os pais e professores e na diminuição do interesse pelo estudo. Este é o momento em que o adolescente se encontra bastante vulnerável às influências dos grupos de sua idade.
Agostinho conta em seu livro que “certa noite, depois de prolongados divertimentos pelas praças até altas horas, como de costume, fomos, jovens malvados que éramos, sacudir a arvore [uma pereira] para lhe roubarmos os frutos. Colhemos quantidade considerável, não para nos banquetearmos, se bem que provamos algumas, mas para joga-las aos porcos. Nosso prazer era apenas praticar o que era proibido”10.
Por que o proibido atrai tanto as crianças, os jovens e os adultos? Agostinho fala que existe uma lei inscrita em nossos corações que condena tudo o que é proibido, “nem mesmo um ladrão tolera ser roubado, ainda que seja rico e o outro cometa o furto obrigado pela miséria”11. Não há como negar que somos influenciados cotidianamente pelo que é proibido. Esta influência pode ser tanto interna, como externa.
O mito do carro alado, de Platão pode nos ajudar a entender esta influência interna “A alma se assemelha a um carro alado puxado por dois cavalos e guiado pelo auriga [a razão]. (…) os dois cavalos das almas dos homens são de raças diferentes: um é bom [irascível] e outro é mau [concupiscente]. Isso torna difícil a operação de guiá-los”12, por mais solitário que seja o adolescente ele vive este drama entre escolher o que é certo ou o que é errado (o anjo bom e o anjo mau a gritar em seu ouvido).
Por outro lado, no ambiente da rua ou da escola o adolescente se encontra, quando faz “parte de uma galera ou de uma gangue e passa a ser da hora, alimenta sua atitude de rebeldia [concupiscência] e seu desejo de liberdade. No mundo, o que ele busca é um espaço de pertencimento, onde possa se sentir ancorado para enfrentar o desafio comum à sua idade: afirmar-se perante o mundo e os outros que ai se encontram”13.
Agostinho indaga, “Quem pode compreender os pecados?”14. “Se eu tivesse na ocasião desejado de fato aqueles frutos que roubei, e com eles tivesse regalado, poderia tê-los roubado sozinho. Poderia ter cometido a iniqüidade, satisfazendo o meu desejo, sem a necessidade de estimular, por outras companhias, o prurido de minha cobiça [cavalo concupiscente, Platão]”15, um pouco adiante ele nos trás a resposta: “era uma vontade de rir que nos acariciava o coração ao pensar que estávamos enganando os que não esperavam de nós semelhante ato e muito o detestariam. Por que eu me divertia ainda mais por não praticá-lo sozinho? Talvez porque seja mais difícil rir sozinho? Sim é mais difícil. No entanto, acontece às vezes que rimos sozinhos, sem a presença de outros, se algo muito ridículo se apresenta aos nossos sentidos ou ao nosso pensamento.” e conclui, “Ah! Sozinho eu não teria praticado tal ação: absolutamente, não o faria!”16
Como acima descrito a criança necessita de alguém para guia-la, e ajudar na formação de seu caráter para a idade adulta, o homem é um ser que necessita do homem. Sozinho ele fica como que em um quarto escuro com medo e sem saber o que fazer fica completamente a mercê de suas ansiedades e desejos inconscientes. Com isso ele acaba encontrando respostas e coragem quando esta se relacionando em grupo, pois ele busca um espaço de pertencimento, não encontrou quem falasse por ele e agora desafia a todos e a si mesmo agindo de maneira desregrada.
A psicologia enquanto ciência do comportamento deve estar à disposição do homem para que, analisando seu passado através da história, propor novos caminhos para a sociedade. Não caminhos que ignorem sua origem, mas que venham ajudar a trazer à tona os valores de caráter primário da humanidade, através de métodos científicos que sejam razoáveis e éticos. De que vale o estudo da Psicologia se não for para ajudar o homem a ter mais confiança em seu futuro e a abordar com mais recursos às dificuldades que ele encontra cotidianamente.
A psicologia é extremamente filosófica, pois se interessa a cerca da questão das causas primeiras enquanto ciência do comportamento.
Claudio Gomes™, estudante de Filosofia do Centro Universitário Assunção – UNIFAI

 Bibliográfia

1 HILGARD, Hernest, R., ATKINSON, Ricrard C. Introdução à filosofia. São Paulo: Nacional. p. 3

2 Idem 1, p. 5

3 AGOSTINHO, S. Confissões. São Paulo: Paulus, 1984. p. 23-24

4 Idem 3, p. 24

5 HILGARD, Hernest, R., ATKINSON, Ricrard C. Introdução à filosofia. São Paulo: Nacional. p. 3

6 Idem 5, p. 3

7 Idem 5, p. 3-4

8 JUSTO, Carmem S.S. Os meninos fotógrafos e os educadores. São Paulo: Unesp, 2003. p.70

9 Idem 8, p.28

10 AGOSTINHO, S. Confissões. São Paulo: Paulus, 1984. p. 51

11 Idem 10

12 REALE, Giovanni. História da filosofia. 2. ed. 1v. São Paulo: Paulinas, 1990. P.160

13 JUSTO, Carmem S.S. Os meninos fotógrafos e os educadores. São Paulo: Unesp, 2003. p.29

14 AGOSTINHO, S. Confissões. São Paulo: Paulus, 1984. p. 57

15 Idem 14

16 Idem 14 p. 58

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O APARELHO PSÍQUICO E O FUNCIONAMNETO DA MENTE HUMANA

Publicado por compendion em Abril 12, 2008

Introdução

Neste artigo pretendo discorrer a respeito do Aparelho Psíquico proposto por Freud para explicar a organização e funcionamento da mente humana, o qual, na sua segunda tópica (1923), ele divide em três instâncias: Id, Ego e superego. Caminharemos junto com Freud e sua psicanálise na maior parte do tempo, porém utilizarei alguns subsídios externos por motivo de comparação.

Homem: conflito, resistência e queda.

          Para Freud os processos psiquicos são em sua mairoria inconscientes, a consciência não é mais que uma pequena porção de nossa vida psíquica total. Em sua teoria Freud demonstrou que o conteúdo da mente não se reduz ao consciente (voz secreta da alma, que aprova ou desaprova nossos atos), mas que pelo contrário a maior parte da vida psíquica se desenrola em nível inconsciênte, (in=negação+consciente). Ali se encontram principalmente idéias reprimidas, às quais é negado o acesso à consciência mas que tem grande influência na vida conscênte. Estas idéias reprimidas aparecem de forma disfarçada nos sonhos e nos sintomas neuróticos.
          Os processos psíquicos inconscientes são dominados por nossas tendências sexuais. De acordo com Freud a criança desenvolve um intenso sentimento de amor pelo genitor do sexo oposto e grande hostilidade pelo do próprio sexo, a quem deseja eliminar como um rival. Esse conflito (complexo de Édipo) geralmente declina após a idade de 5 anos e reaparece com o advento da puberdade, sendo um dos fatores que contribuem para a crise da adolescência.
          Para chegar a esta conclusão Freud notou que na maioria dos pacientes que tratou, suas neuroses, histerias e psicoses estavam relacionadas a sentimentos reprimidos com origem em experiências sexuais problemáticas.Com base nessas experiências não exitou em admitir que “as pertubações do erotismo têm maior importância entre as influências que levam à moléstia, tanto num como no outro sexo”3. A Psicanalise surge justamente com a intenção de explicar o funcionamento deste grande “buraco negro” que é a nossa inconsciência.
          A partir destas verificações Freud percebeu que a mente do homem vive uma costante batalha, pois as questões de caráter sexual quase sempre se constituiam um grande tabu moral para a sociedade, em especial em sua época.

Aparelho Psíquico

          Para explicar a organização da mente Freud à divide três instâncias funcionais: Id (ou Isso), Ego (ou Eu) e Superego o(ou Supereu), atribuindo a cada uma delas uma função especifica. Ao designar a mente humana desta maneira, Freud parece ter buscado inspiração na doutrina de Platão, o mito do Carro Alado apresenta bem o seu esquema: a fábula platônica conta que a alma humana é como uma parelha alada puxada por dois cavalos, um mau e disforme, correspondente a parte concupisciente da alma (em Freud este cavalo seria o Id que é a parte da mente que é regida pelo “princípio de prazer”, e tem a função de descarregar as tensões biológicas); o outro cavalo é bom, representa a parte racional da alma, porém as vezes sofre influências da parte do outro cavalo que é muito forte (no esquema freudiano este representa o Ego, ele lida com a estimulação da própria mente e também do mundo exterior, é constantimente fustigado pelo Id, mas é regido pelo “princípio de realidade”); encarregado de puxar a parelha esta o auriga, que seria a parte irascível da alma e lhe cabe auxiliar a parte racional –o cavalo bom- de tal forma que suas ordens sejam sempre obedecidas; (este é o Superego de Freud, e se comporta como um vigilante moral, porém ainda assim de forma inconciênte, faz a censura dos impulsos que a sociedade e a cultura próibem ao Id, impedindo o indíviduo de satisfazer plenamente seus instintos e desejos).

Conflito

          Diante disso fica claro que tudo o que se narra na alegoria platônica quanto na teoria freudiana se constitui um grande conflito, seja na mente ou na alma (em Platão) do homem. Esta batalha mental é o grande tema -senão o único- da Psicanálise.
          Este conflito persegue o homem desde sempre. Existem relatos de todos os gêneros literários que tratam sobre este assunto deveras tortuoso. Vejamos agora uma passagem bíblica que ilustra bem sobre este assunto, na qual o Apóstolo Paulo, parece ter vivido este conflito: “Realmente não consigo entender o que faço; pois não pratico o que quero, mas faço o que detesto. (…) Na realidade, não sou mais eu que pratico a ação, mas o pecado que habita em mim. Eu sei que o bem não mora em mim, isto é, na minha carne. Pois o querer o bem está ao meu alcance, não, porém o praticá-lo. Com efeito, não faço o bem que quero, mas pratico o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que ajo, e sim o pecado que habita em mim”.5 Santo Agostinho ira dizer: “Quem poderá negar que a vida humana sobre a terra seja uma tentação sem tréguas?” 6
          Esta batalha interior que Paulo nomeia como pecado e Santo Agostinho nomeia como tentação, Freud a denominará como neurose. Todo homem é vitima deste conflito interno, entre impulsos instintivos e entre as instâncias (Id, Ego e Superego), e ao complexo edipiano que seria por sua vez, o início e principal fonte desse desconforto mental.
          A palavra conflictu significa um embate entre pessoas que lutam…7 Ora, para que exista uma luta são necessários um atacante e um defensor. Pois bem, é isso mesmo que acontece no aparelho psíquico, onde o atacante é o Id, que investe poderosamente com um bombardeio de desejos e impulsos de toda ordem contra o Ego, o defensor, que resiste a estes ataques com um conjunto de manobras (mecanismos de defesa) que ele dispõe e utiliza para evitar ameaças a sua própria integridade. A organização desse sistema de defesa é o que entra em contato direto com a realidade externa e através de suas funções tem capacidade de atuar sobre este, em uma tentativa de adaptação e de paz com o inimigo, o Id. Porém nem sempre isso é possível, pois o Id é “esperto e traiçoeiro” e não esta interessado em paz, sua intenção é apenas a satisfação “por isso mesmo, como dizia Freud: os desejos inconscientes são ativos, indestrutíveis e imortais…estão sempre lá… No inconsciente nada acaba, nada passa, nada é esquecido”8.

Resistência

          Neste momento de tortura mental e inconsciente, se faz necessário o Superego intervir em favor do Ego. O Superego é formado “durante a dissolução do complexo de Édipo, através de uma renuncia da criança à satisfação de seus desejos edipianos, da decorrente identificação com o Superego de seus pais e da interiorização da interdição do incesto. Posteriormente acrescido das exigências sociais e culturais (educação, religião, moralidade, etc.), o superego acabaria então se instaurando como juiz e dominador do mundo pulsional do Id” 9.
          Assumindo então o papel de juiz e vigilante, forma uma espécie de autoconsciência moral; os atos do Superego incluem muitos elementos inconscientes que derivam do passado do indivíduo e que podem entrar em conflito com seus valores atuais, constituindo assim um conjunto de interdições e de deveres. Quando acontece de o Superego não conseguir mediar e conter a investida do Id contra o Ego, aparecem os distúrbios dos comportamentos, sentimentos ou idéias, que surgem como resultado, onde uma tendência instintiva do Id é reprimida pelo Ego dando lugar à formação de sintomas neuróticos – que na verdade são mecanismos de defesa.
          Pois bem visualizemos agora a cena de uma luta livre onde geralmente no ringe de luta estão presentes: dois lutadores, um de bom caráter e um de mau caráter, juntamente com um juiz que é o mediador do embate. Em um esporte como este às regras não são muito claras -quase não existem, com exceção a golpes baixos, vale tudo-, apesar disso o lutador de bom caráter é um bom esportista e mantém uma certa postura moral, o outro por sua vez é completamente desleal e avança com todos os tipos de golpe baixo. O Juiz ao perceber a trapaça do mau esportista intervem. Acontece, porém, que o lutador (desonesto) em alguns combates avança até mesmo contra o arbitro e o atira para fora do ringue ficando assim livre para investir com toda brutalidade contra o bom lutador.  

Queda

          No Aparelho Psíquico quando o Superego não consegue mediar e conter a investida do Id, para com o Ego, aparecem os distúrbios dos comportamentos, sentimentos ou idéias, que surgem como resultado, onde uma tendência instintiva do Id supera a defesa do Ego e do Superego dando lugar a formação de sintomas neuróticos, que podem ser graves ou não. No mesmo esquema da alegoria citada acima: o bom lutador é o Ego, o mau o Id enquanto que a arbitragem fica por encargo do Superego, o juiz.
          Quando o Superego sucumbe completamente frente à investida do Id, surge assim a Psicose, que é uma grave perturbação das funções psíquicas que se caracteriza principalmente com a perda do contato com a realidade, pela incapacidade de adaptação social, por perturbações da comunicação e ausência de consciência da doença. É o resultado do conflito entre o Ego e o mundo exterior trazido a tona pelo Id. Diante da frustração de fortes desejos infantis, o Ego nega a realidade externa e procura construir através do delírio um mundo interno e externo de acordo com as tendências do Id.
          As suas teorias acerca do Aparelho Psíquico foram controversos, e continuam a ser muito debatidos ainda hoje , mas de qualquer maneira seus estudos foram e são de suma importância. Com todas estas ilustrações penso que foi possível mostrar um resumo do Aparelho Psíquico proposto por Freud, claro que o tema é extenso e passa por outros diversos conceitos que não foram abordados a altura neste momento.

Claudio Gomes™, estudante de Filosofia do Centro Universitário Assunção – UNIFAI

 Referência Bibliográfica

 1 AGOSTINHO. Confissões. 17. ed. São Paulo: Paulus, 2004. 

 2 SAFOUAN, Moustapha. Angustia-Sintoma-Inibição. 2. ed. Campinas: Papirus, 1989

3FREUD, Sigmund. Cinco lições de Psicanálise

4 PLATÃO, Fedro. São Paulo: Martin Claret, 2001

5 Rm. 8, 14-20.

6 Idem 1,

7FERNANDES, Francisco; LUFT, Celso Pedro; GUIMARÃES F. Marques. Dicionário Brasileiro Globo. 55. ed. São Paulo: Globo, 2001.

8 Idem 2.

9Grande Enciclopédia Larousse. São Paulo: Globo, 1988

 

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