O CONHECIMENTO DE SI NOS RELACIONAMENTOS SOCIAIS

17 out

O conhecimento de si no relacionamento familiar é de fundamental importância, pois o núcleo familiar é o primeiro grupo do qual o indivíduo participa. A família bem estruturada, com regras claras, estabelecendo diálogo aberto, transparente, garantirá a segurança do qual o sujeito precisa para se mover no social. O conhecimento de si contribui para que o indivíduo tenha condições de fazer escolhas adequadas às suas necessidades e, tendo essas necessidades satisfeitas, ele se relacionará de forma a equacionar as tensões cotidianas existentes no grupo familiar.
Como as relações humanas são constituídas de situações de tensão, pois implicam em uma interação entre pessoas diferentes, com necessidades e expectativas diversas, tendo o sujeito conhecimento de si, ele se moverá melhor no seio familiar porque buscará abrir canais de diálogo no sentido de respeitar as escolhas feitas pelos membros integrantes de sua família e, em contrapartida, esperará serem respeitadas as opções por ele feitas. Evidentemente, esta atuação se estenderá para o âmbito do trabalho e, dentro das possibilidades, ele reproduzirá tal situação no relacionamento profissional.
É necessário, entretanto, refletir sobre as dificuldades inerentes ao espaço específico do trabalho, onde imperam relações de hierarquia mais rígidas e fundadas em interesses econômicos. Naturalmente isso implica em estados de tensão muito mais complexos e de difícil equacionamento. O conhecimento de si, aqui, será importante no sentido de perceber as limitações tanto nos relacionamentos, quanto de satisfação das necessidades dos sujeitos implicados nessas relações, que alcançarão apenas certo grau de satisfação dessas necessidades dependendo dos propósitos em questão.
Este conhecimento de si, quando pensado em termos espirituais, ganha importância capital, pois o sujeito que não se conhece, que não localiza com clareza suas expectativas e não se coloca projetos para movimentar-se no mundo, não consegue bom relacionamento no seio familiar nem no espaço do trabalho. O homem precisa de um arcabouço ético, necessita operar com valores que orientem seus comportamentos, que possam mediar as suas ações. É isso que alimenta seu espírito, é isso que serena suas angústias. Um espírito assentado é um espírito alimentado por valores que o atendam.
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Prof(a). Tânia Maria Soares Bezerra Sereno.
Mestra em Educação, Arte e História da Cultura.
Professora de Sociologia e Antropologia Cultural do UNIFAI.

 

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