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PREGUIÇA E INÉRCIA

Publicado por compendion em Outubro 17, 2008

 ”O que é, pois, que nos faz preguiçosos e inertes? Nenhum de nós pensa que, a qualquer momento, deverá sair desse domicílio. Assim, o apego ao lugar e o hábito mantêm os velhos inquilinos, mesmo com todas as incomodações”. (Sêneca)

Você se considera uma pessoa acomodada? Você está atento às questões que movimentam nossas vidas, como: globalização, política, ciência, educação, família e religião? Ou está atento apenas ao futebol dominical, à novela semanal e ao baile noturno? Não que estas coisas sejam necessariamente ruins, mas se só nos interessamos por elas, certamente vivemos inertes e acomodados.
Certamente ficamos indignados, quando algum escândalo financeiro estoura ou quando acontece algum crime horrível de forte repercussão pública. Mas, o que fazer para tentar mudar este quadro?
É preciso deixar o futebol, a novela e o baile de lado um pouco e prestar atenção para o que realmente interessa, o que movimenta nossas vidas. Ou você pensa que nossas vidas não são movimentadas? Elas são e devem continuar sendo. A questão aqui é como ela está sendo movimentada, se de forma boa ou ruim, e se podemos melhorá-la. Para alcançarmos alguma mudança, devemos começar por nós mesmos, eu e você. É preciso raciocinar acerca da vida. Isso começa sobre o nosso “EU”. Sobre o “quem é você” para você. Sobre “o quem eu sou”. A partir desse descobrimento que é somente seu e meu, poderemos tentar fazer algo pela manutenção da família, do lazer, do trabalho e da religião.
Raciocinar é preciso. Se almejamos melhorias em nossas vidas. Raciocinar aqui é sair da inércia intelectual e começar a indagar o porquê das coisas. É questionar o porquê da fome do mundo; o porquê da corrupção; o porquê do tráfico e consumo de drogas no bairro; o porquê das fobias e depressões.
Este período eleitoral se mostra propício para sairmos do aconchego das acomodações. Eu e você somos responsáveis pelos atuais políticos que estão no poder e pelos que vão governar futuramente.
Contudo, esta missão de todos nós não é fácil. Não é algo que acontecerá ao término desse texto ou da noite para o dia. Esta tarefa é fruto de reflexão, de aprimoramento de vida e conduta e, acima de tudo, de vontade.
Reclamamos que os políticos de hoje e de ontem são corruptos. Não nos esqueçamos, também, que o político de amanhã pode ser eu ou você ou ainda nossos filhos. Será que vamos ser diferentes dos de hoje?
Se não tentarmos com todas as nossas forças viver uma nova mentalidade, aquela ensinada pelos livros sacros e os exemplos de santos e sábios (de todos os tempos e lugares), que foram pautados na ética, na justiça e no amor, continuaremos acomodados nesse domicílio.
Temos duas opções: ou nos damos conta de que a família, a escola, o bairro, o trabalho, a religião, a política somos nós que fazemos, e por isso somos responsáveis quando eles não vão bem; ou deixamos tudo como está, a mercê de dias que certamente podem não ser melhores que os de hoje. Depende só de nós.

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Por Marcos Tostes

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