Se o mundo constitui-se, hoje, em um grande mercado global, onde as relações comerciais ditam as tendências e relacionamentos entre os continentes, podemos dizer que os homens se transformaram em mercadoria.
Com a economia globalizada, a tendência comercial é a formação de blocos econômicos. Estes são criados com a finalidade de facilitar o comércio entre os países membros. Adotam redução ou isenção de impostos ou de tarifas alfandegárias e buscam soluções em comum para problemas comerciais, balizando assim, a economia e a sociedade.
Logicamente que para fomentar todo este comércio são necessários os compradores, ou melhor, consumidores. Desta forma, quando os países e continentes se reúnem através de seus lideres ou representantes para se organizarem em blocos econômicos (NAFTA, União Européia, Tigres asiáticos, Mercosul, entre outros) são para traçar as metas de compra e venda globais. Neste momento, eles estão com os olhos voltados para os consumidores.
Os consumidores são o sonho de consumo do sistema capitalista de produção. Pois sem estes todo o sistema capitalista naufragaria. Na verdade, nós, simples consumidores mortais, somos uma mercadoria, uma coisa, a qual os donos do mercado – diga-se, os grandes Bancos e Corporações – batalham entre si, tapa a tapa, para nos conquistar, nos influenciar, nos hipnotizar, e por fim, nos consumir.
Podemos dizer que o consumista compulsivo na verdade não consome, ele é consumido pelos donos do mercado.
Quem são os consumistas? [Talvez, hoje em dia, poucos não sejam.] Falamos daqueles sujeitos que têm o hábito de comprar produtos e/ou serviços sem necessidade e consciência. Do comprador compulsivo, descontrolado e que se deixa influenciar pelo marketing das empresas que comercializam tais produtos e serviços.
Este tipo de consumo diferencia-se em grande escala do comprador dito comum, pois este compra produtos e serviços necessários para sua vida enquanto o consumista compra muito além daquilo de que precisa.
O consumismo tem origens emocionais, sociais, financeiras e psicológicas onde juntas levam as pessoas a gastarem o que podem e o que não podem com a necessidade de suprir à indiferença social, a falta de recursos financeiros, a baixa auto-estima, a perturbação emocional e outros. Um consumista crônico nunca se satisfaz comprando, vazio de valores e amor próprio, o consumo o satisfaz apenas no ápice da compra, e nunca em plenitude.
Uma pessoa pode ser considerada consumista quando dá preferência ao shopping a qualquer outro tipo de passeio, faz compras até que todo o limite de crédito que possui exceda, deixa de usar objetos comprados há algum tempo, não consegue sair do shopping sem comprar algo, se sente mal quando alguém usa um objeto mais moderno que o seu etc.
Pessoas que não tendo dinheiro para gastar e, mesmo assim, preferem passear no shopping, a optar por outro tipo de diversão, também são consideradas consumistas, pois se tivessem recursos iriam utilizá-lo para a compra compulsiva.
Todas essas características fazem do consumista parte do capitalismo e da sociedade moderna rotulada como “a sociedade de consumo”.
Na sociedade de consumo, o homem se tornou coisa, mercadoria a ser consumida pelo mercado, pois ele alimenta todo o sistema. Com isso, vemos que os grandes Bancos e Corporações estão cada dia mais ricos, enchendo os bolsos de dinheiro, alimentando-se dos consumidores que consomem seus produtos e serviços.
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Fonte de pesquisa: brasilescola.com, googlesearch, fórum yahoo