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Arquivo da categoria ‘Ética’

QUEM É O HOMEM?

Publicado por compendion em Outubro 17, 2008

 QUEM É O HOMEM?

“Que quimera é, então, o homem? Que novidade, que monstro, que caos, que motivo de contradição, que prodígio! Juiz de todas as coisas, (…) glória e escória do universo.”

(Pascal)

Na escala dos seres o homem se encontra no ápice, e isso é facilmente constatável. Uma pedra existe. Uma planta existe e vive. O homem existe, vive e tem consciência disso. Essa consciência de si é revelada pela racionalidade humana, que o diferencia dos demais animais que são ditos irracionais.
A racionalidade humana move sua inteligência e, por meio desta, o homem é capaz de fazer coisas: ora magníficas, ora assustadoras. As mesmas mãos que manipulam elementos químicos em favor da medicina, também os manipulam para a construção de armas biológicas e nucleares. Retirando as exceções, o homem vive uma dualidade de ação que oscila historicamente entre o bem e o mau.
Contudo, não pensemos que as atitudes boas ou más que o homem pratica devem ser registradas apenas entre as que são ditas grandiosas. Talvez não nos damos conta de nossos feitos cotidianos, aqueles do dia-a-dia, aos quais, de fato, deveríamos voltar nossos olhos com mais atenção, pois são eles que moldarão o nosso caráter e determinarão, por fim, nossas grandes ações: boas ou más.
(Cláudio Gomes)

 

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VALE A PENA SER JUSTO?

Publicado por compendion em Outubro 16, 2008

EM UMA SOCIEDADE INJUSTA, VALE A PENA SER JUSTO.
 
 
Hoje em dia, onde a injustiça se mostra de forma latente, será que Platão estaria correto ao afirmar que: “é mais nobre ser injustiçado do que cometer uma injustiça”?
 

Numa época (para uns pós-moderna, para outros super-moderna e para outros, ainda, anti-moderna) em que assistimos e sentimos a chamada crise da moral – devido aos atos corruptos que emanam seja dos setores superiores (políticos, jurídicos, eclesiásticos), seja das pequenas organizações sociais (ONGs, cooperativas, entidades filantrópicas) – indaga-se se vale a pena ser honesto. Para Platão, a justiça garante a ordem, porquanto ela, juntamente com o respeito recíproco, é a base da política, através da qual tornou-se possível aos seres humanos reunir-se em cidades. No limite, decorre da justiça à convenção e a amizade. Ser justo, portanto, é ter uma conduta que se ajuste a essa ordem. A afirmação de Platão de que antes ser injustiçado do que cometer injustiça deve ser aplicada no sentido de uma resistência não-violenta, que não significa passividade mórbida ou submissão covarde, mas sim atitude alternativa de contestação justa sem recorrer à guerra. A justiça deve ser a condição que possibilite a convivência dos seres humanos que desenvolvem suas atividades. Mas ela não se basta a si mesma. Daí que devemos acrescentar a solidariedade, outro instrumento eficaz que expele os ódios e as lutas dos grupos humanos, e pode aliviar a tensão entre os setores do topo da pirâmide social e os membros da base.

frei Ailton Antunes, OSST
 
 
Nascido em Atenas, Platão (427-347 a.C.) pertencia a uma nobre família. Foi discípulo de Sócrates, a quem considerava “o mais sábio e o mais justo dos homens”. A maior parte do pensamento platônico nos foi transmitida por intermédio da fala de Sócrates, nos Diálogos socráticos, escritos por ele mesmo, Platão. Um dos aspectos mais importantes da filosofia de Platão é sua teoria das idéias, com a qual procura explicar como se desenvolve o conhecimento humano. Segundo ele, o processo de conhecimento se desenvolve por meio da passagem progressiva do mundo das sombras e aparências para o mundo das idéias e essências.

Fonte: GILBERTO CONTRIM. Fundamentos da filosofia.

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