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		<title>HABERMAS X RATZINGER</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 23:01:52 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 19 de janeiro de 2004, ocorreu em Munique um diálogo “transcendente” entre Jürgen Habermas, um dos filósofos mais importantes de nosso tempo, e o então cardeal Joseph Ratzinger, na época, teólogo de cabeceira do então papa João Paulo II, a quem sucederia no ano de 2005 com o nome de Bento XVI. O diálogo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simposion.wordpress.com&amp;blog=1174749&amp;post=188&amp;subd=simposion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 19 de janeiro de 2004, ocorreu em Munique um diálogo “transcendente” entre Jürgen Habermas, um dos filósofos mais importantes de nosso tempo, e o então cardeal Joseph Ratzinger, na época, teólogo de cabeceira do então papa João Paulo II, a quem sucederia no ano de 2005 com o nome de Bento XVI.</p>
<p>O diálogo pôs frente a frente Habermas como representante da versão atualizada dos ideais da ilustração (<em>Aufklãrung</em>) e Ratzinger em sua condição de representante da versão mais recente do pensamento da igreja.</p>
<p>O diálogo foi “transcendente” porque aproximou duas grandes tradições que polemizaram na história do Ocidente desde os inícios da Idade Moderna: a tradição científica e a tradição cristã. Na ocasião Habermas falou primeiro e Ratzinger depois. O tema do encontro girou em torno das “<em>bases morais pré-políticas de um Estado liberal</em>” (SCHÜLLER, Florian. p. 17), ou seja, a busca de um fundamento comum para a sociedade global: religiosa e não religiosa, ocidental e não ocidental “<em>voltado para a dignidade humana” </em>(SCHÜLLER, p. 17).</p>
<p>Vários foram os fatores que corroboraram para este encontro. Nos chama a atenção a publicação de uma matéria pela revista <em>MicroMega</em> (2/2000) com a tese: “<em>A filosofia se interessa cada vez mais não pelo conhecimento, e sim pela religião, e é sobretudo com esta que ela quer dialogar</em>” (<em>in</em> SCHÜLLER, Florian. p. 10).</p>
<p>Quando se compara esse número da <em>MicroMega</em> com uma publicação sobre um tema semelhante que saiu na Alemanha em setembro de 2002, com o número 149 do Kursbuch, repara-se imediatamente nas diferentes características da situação intelectual. Sob o mote: “Deus esta morto e esta vivo”, é analisada, sem dúvida num nível elevado, a situação das religiões, desde os EUA ou Israel, passando pela Alemanha, até o islã e o hinduísmo. (SCHÜLLER, p. 11)<strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>HABERMAS</strong></p>
<p style="text-align:right;"><em>“A mim me parece óbvio que a ciência como tal não é capaz de produzir um etos, ou seja, </em><em>uma consciência ética renovada não surgirá como fruto de debates científicos.” </em>(Ratzinger)</p>
<p style="text-align:left;">Habermas pergunta se a democracia necessita de um fundamento pré-político, filosófico ou religioso, que a justifique. Habermas crê que não. Sua idéia é que, uma vez que os cidadãos se colocam de acordo em respaldar uma constituição que garantisse seus direitos humanos e políticos, atuariam como criadores de um novo Direito que se bastaria a si mesmo. A este consenso fundamental e a decisão de viver de acordo com ele, Habermas dá o nome de patriotismo constitucional.</p>
<p>Habermas não renuncia a tradição humanista e racional da modernidade. Porém, a novidade que expôs em Munique foi reconhecer na tradição religiosa um papel até então ignorado, ao dizer que as religiões já não devem ser pensadas como resíduos irracionais de um passado mágico, e sim como a inspiração pela qual os crentes podem aproximar-se ao consenso democrático com os não crentes.</p>
<p>Para muitos foi uma surpresa ouvir da boca do filósofo, que à maneira de Max Weber se declara “amúsico em matéria de religião”, o pedido urgente dirigido à sociedade secular para chegar a um novo entendimento a respeito das convicções religiosas, já que estas não podem ser encaradas simplesmente como resíduos de um passado terminado, constituindo-se antes num verdadeiro “desafio cognitivo” para a filosofia. (SCHÜLLER, p. 13)</p>
<p>E isto agora é possível porque Habermas, ao dar às crenças religiosas um papel que os ideais da  ilustração lhes negava, reconheceu que as idéias fundamentais da democracia, como a justiça e os direitos humanos, nasceram no seio das grandes religiões. Esta herança, oportunamente apropriada pelos não crentes, atrai a crentes e não crentes à concórdia democrática.</p>
<p>Habermas reconhece, também, que a crença democrática pode ter sua própria patologia, por exemplo, o individualismo exacerbado, para o qual necessita que a tradição religiosa lhe ponha limite, assim como a religião pode cair em sua própria patologia, por exemplo, o fanatismo contra o qual necessita dos limites que lhe oferece o espírito democrático.</p>
<p>Habermas propõe que o espírito religioso e o espírito secular aprendam juntos as regras da convivência universal, oferecendo-se um ao outro como remédios de suas respectivas patologias.<strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>RATZINGER</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align:right;"><em>“&#8230;pretendo propor que a secularização cultural e social seja entendida como um processo de aprendizagem dupla que obriga tanto as tradições do iluminismo quanto as doutrinas religiosas a refletirem sobre seus respectivos limites&#8230;” (Habermas)</em><strong> </strong></p>
<p style="text-align:left;">Ratzinger assume com um fato de nosso tempo: que a religião encontra-se em um espaço universal mais além do espaço exclusivo que antes tinha, não podendo assim oferecer às demais culturas um princípio de aceitação universal.</p>
<p>O mundo de nossos dias vive, em suma, em um estado de fragmentação cultural. Ratzinger reconhece como um fato o multiculturalismo: que cada cultura apela a seus próprios fundamentos. Se quiséssemos converter-se ao “fato” do multiculturalismo no “direito” de cada cultura a pensar exclusivamente a sua maneira, cairíamos no relativismo cultural em meio do qual, tendo cada cultura “sua” verdade, desapareceria, assim, a busca esperançada da Verdade.</p>
<p>Ratzinger apela, então, a uma palavra que muda tudo. Em vez de falar de “multiculturalismo”, passou a falar em interculturalismo. Inversa ao multiculturalismo, o interculturalismo é a busca comum da verdade por parte das culturas. Enquanto o multiculturalismo separa, o interculturalismo conecta.</p>
<p>Ratzinger enumera as culturas que habitam nosso mundo. No Ocidente predominam duas culturas: científica e racionalista. A elas devem-se somar, já fora do Ocidente, as culturas islâmicas, hindu, budista e confucionista. Existe a oposição entre o judeu-cristianismo e o cientificismo. As posições entre o judaísmo e o cristianismo em suas diversas versões estão em caminho de ser superadas. Também o islã sofre a tensão entre sua ala fundamentalista e sua ala moderada. Por que não pensar, então, em um diálogo entre todas as culturas de nosso tempo, em busca de uma convergência que, sem anular a individualidade de cada uma delas, lhes permita desenhar os princípios universais de justiça e solidariedade da democracia?</p>
<p>Ao viajar em busca deste horizonte, Ratzinger, hoje Bento XVI, quer completar a obra de seu antecessor. João Paulo II se reconciliou com os “irmãos separados” das demais variações cristãs, com os “irmãos maiores” do judaísmo e até com os herdeiros de Galileu. De acordo com o que adiantou em Munique em 2004, Bento XVI buscará a reconciliação com o islã, com o hinduísmo, com o budismo e com o confucionismo.</p>
<p>Por isso é possível ver em seu diálogo com Habermas uma instancia decisiva em direção do ecumenismo. Como a palavra “economia”, do grego <em>oikonomía</em>, a palavra “ecumenismo” &#8211; <em>oikouméne</em>- provém da raiz grega <em>oikos</em>, que significa “casa”. Vindo de tradições distintas e até opostas, Habermas e Ratzinger atuaram em Munique como os adiantadores de uma nova tomada de consciência: que, qualquer que fosse nossa condição e nossa tradição cultural, os homens acabariam de mudar à mesma casa.</p>
<p align="center">BIBLIOGRÁFIA </p>
<p>SCHÜLLER, Florian (Org.). <em>Dialética da secularização: sobre razão e religião</em>. Aparecida, SP: Idéias &amp; Letras, 2007.</p>
<p>Dicionário etimológico Nova Fronteira da língua portuguesa. 2 ed. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1998.</p>
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		<title>EDUCAÇÃO: QUE FAZER EM MEIO A SOMBRA?</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 22:56:08 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
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		<description><![CDATA[No livro “O saber dos antigos: terapia para os dias atuais” (1995), Giovanni Reale, logo no inicio, cita o poeta T. S. Eliot: “Deserto e vazio. Deserto e vazio. E as trevas à beira do abismo”. E acrescenta: “&#8230;esse desespero nobre e solene tornou-se hoje lugar-comum”. Segundo REALE, “o que aconteceu [e acontece] no século [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simposion.wordpress.com&amp;blog=1174749&amp;post=185&amp;subd=simposion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No livro “<em>O saber dos antigos: terapia para os dias atuais</em>” (1995), Giovanni Reale, logo no inicio, cita o poeta T. S. Eliot: “Deserto e vazio. Deserto e vazio. E as trevas à beira do abismo”. E acrescenta: “&#8230;<em>esse desespero nobre e solene tornou-se hoje lugar-comum</em>”.</p>
<p>Segundo REALE, “<em>o que aconteceu </em>[e acontece] <em>no século XX foi</em> [é] <em>o que Nietzsche previu. Em minha opinião, <strong>a raiz de todos os males que atingem o homem de hoje encontra-se exatamente no niilismo</strong></em>”. O que é o niilismo? “<em>Niilismo: falta o fim; falta a resposta ao ‘por que?’; o que significa niilismo? – que os valores supremos se desvalorizaram</em>”. (REALE. Apud NIETZSCHE, Fragmentos póstumos).</p>
<p>A escola pode mudar a trajetória de vida de um jovem pobre, de uma família, de um bairro, de uma cidade, de um país, do mundo. No entanto&#8230;</p>
<p>A crise educacional é um dos reflexos da previsão de Nietzsche. A nosso ver, a matemática, em linhas gerais, é simples: famílias sem solidez de valores geram filhos sem solidez de valores. Aqui, pais e filhos, bem como, escolas e professores todos são vítimas. Somos vítimas e assassinos de nós mesmos.</p>
<p>Tratando especificamente de educação, o que fazer diante de tamanho caos? Como reverter esse câncer que corrói a educação?</p>
<p>Ao longo dos anos, filósofos, psicólogos e especialistas da educação em geral, formularam e formulam teorias acerca da educação, no entanto muitas dessas teorias ou técnicas se mostram, muito das vezes, estéreis. O motivo dessa esterilidade se dá, ao nosso ver, pelo simples fato, de não se observar a individualidade de cada país, cada cidade, cada bairro, cada escola, cada pessoa. Claro que essas teorias, na maioria das vezes, se não, na sua totalidade são testadas antes da aplicação. No entanto, entendemos que no processo de avaliação de uma teoria educacional é impossível abranger a totalidade. Assim, a verificação de uma teoria fica limitada a algumas escolas em algum país com suas características próprias.</p>
<p>Nesse contexto: quem pode fazer a diferença professor ou pedagogia (teoria educacional)?</p>
<p>Nenhum dos dois, sozinhos ou juntos, apenas uma moção da sociedade (em todos os seus níveis), em prol de uma mudança de mentalidade, pode trazer uma luz para as sociedades e tentar resolver os novos apelos da educação.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>INTELIGÊNCIA EMOCIONAL</strong></p>
<p>Será que a Inteligência Emocional de GOLEMAN cabe em um país, de proporções continentais, como o Brasil?</p>
<p>A nosso ver, a Inteligência Emocional, apenas, vem se juntar a tantas outras teorias educacionais já existentes. Todas elas ótimas, beirando a perfeição, mas apenas teorias, que talvez tenham alcançado algum êxito, em alguma pequena escola, de um pequeno país.</p>
<p>Aprender a lidar com as emoções e também com as emoções da pessoa ao seu redor; detectar um sentimento enquanto ele ocorre; desenvolver a habilidade de lidar com os sentimentos adequando-os a cada situação e dirigir as emoções colocando-as a serviço de um objetivo são intenções ótimas, porém sua aplicabilidade não se daria em curto prazo.</p>
<p>A matéria <strong>“<em>Questões no escaninho: como professores das redes privada e pública lidam com os novos desafios que rondam a sala de aula</em>”</strong> (Revista da Folha 30/08/2009), trata de como a tecnologia, a violência e as doenças do aprendizado mudam o ambiente escolar e provocam discussões acerca do papel do professor.</p>
<p>Dessa matéria é possível extrair um elemento em prol e um contra a Inteligência Emocional, a favor:</p>
<p>“Diante de uma turma de alunos com dificuldades de aprendizado, a professora Margarida Costa, 42, (&#8230;) avisa: quem não terminar a tarefa não vai brincar no intervalo. A classe se atrasou, preferiu passar o recreio com a professora. [e acrescenta] A carência de atenção é tão grande que usufruir de um tempo do lado do professor deixou a turminha de crianças animada.” [e ainda] “Tem aluno que me pede para chamar de mãe.”</p>
<p>Nesta escola, para diminuir os prejuízos causados pela ausência familiar, foi ampliado o papel do professor para com o aluno. Nesta atitude é possível observar algum aceno da I. E., pois a atitude maternal do professor pode vir a suprir as necessidades das crianças, ajudando, assim, na correção e formação de suas emoções.</p>
<p>Segundo a diretora da escola, a fonte dos problemas emocionais das crianças se encontra nas famílias, pois: “<em>Alunos de famílias desestruturadas descarregam os problemas na escola</em>”. Como citado no inicio do texto, aqui a questão é estrutural. Quando o valor da família (base da estrutura de uma sociedade) é diminuído e até eliminado grandes problemas surgem, aqui e acolá.</p>
<p>“Depois de uma discussão com um aluno, a professora Silvia (&#8230;) coloca o estudante de 16 anos para fora da sala. Ele sai, mas a xinga de ‘puta’. No dia seguinte, a coordenadora da escola particular procura Silvia e explica que ela precisa relevar, pois era o terceiro surto do garoto naquela semana. Credita o mau comportamento `troca de medicamentos.”</p>
<p>Segundo a professora, esse tipo de cena é freqüente e a deixa de mãos atadas. Inconformada, ela atribui esse fato ao que chama de “<em>excesso de psicologia</em>”, segundo ela, “<em>incorporado pelos alunos</em>”. Tem aluno que se desculpa, por não ter ido bem na prova, dizendo que tem um problema psicológico.</p>
<p>Esta cena do cotidiano parece ir contra a I. E., pois esta é altamente psicológica.</p>
<p>A teoria da I. E. é muitíssimo interessante: estabelecer um diálogo franco entre aluno e professor; entre aluno e aluno; ensinar a lidar com as emoções em si próprio e nos relacionamentos inter-pessoais, mas, na reforma educacional, ela seria a última faze. Primeiramente se faz necessário outras mudanças estruturais.</p>
<p>No nosso entender, se faz necessário em primeiro plano:</p>
<p><strong>1)     </strong><strong>Restabelecer a autoridade (não autoritarismo) do professor:</strong></p>
<p>No passado a autoridade excessiva dos professores, perante os alunos, muitas vezes, terminava em autoritarismo. Agora o peso da balança foi para o outro lado: o “autoritarismo” dos alunos vai da desobediência à agressão física para com os professores. Portanto, se faz necessário, e com urgência, restabelecer a autoridade do professor, porém, desta vez autoridade dialogada.</p>
<p><strong>2)     </strong><strong>Uma ampla reforma na estrutura física dos estabelecimentos educacionais:</strong></p>
<p>Salas de aula sucateadas, equipamentos velhos e ultrapassados, bem como, prédios que parecem mais presídios não constituem um espaço que desperte o interesse do aluno. Mais uma vez a matemática é fácil: os jovens da atualidade, infelizmente, estão acostumados a freqüentar os grandes shoppings com seus prédios “belíssimos”. A presença nesses ambientes, para a juventude, é muito agradável. Ora, é um descalabro estabelecer uma comparação entre as escolas e os shoppings, para não falar de outros ambientes que a juventude freqüenta.  A estrutura física das escolas tem que despertar um mínimo interesse dos jovens. No entanto, somente com a autoridade restabelecida aos professores, e demais membros do corpo docente, a segurança dos prédios e equipamentos estará “garantida”.</p>
<p><strong>3)     </strong><strong>Um amplo plano de requalificação para os profissionais da educação:</strong></p>
<p>Muitos de nossos professores não estão qualificados para o ensino. Não estão acompanhando a época em que vivemos. Vivemos na época da informação. Cada dia surge uma nova ferramenta tecnológica. Mesmo as camadas mais pobres têm acesso a televisão, celular e internet. Esses veículos transmitem juntos milhões e milhões de informações. Como aquela aula chata de matemática pode competir com a agilidade e “personalidade” de um Iphone? Nossos profissionais da educação têm que ser requalificados, para se tornarem, Pedagogos, capazes de transformar a vida dos alunos por meio de suas disciplinas.</p>
<p><strong>4)     </strong><strong>O resgate da dignidade do professor e restauração salarial da categoria:</strong></p>
<p>Professor qualificado merece um salário decente. O restabelecimento da dignidade dos professores passa necessariamente por melhores salários. Por meio do ensino, transmitido por esses profissionais, passam aqueles que um dia irão dirigir o país; a classe do professorado brasileiro precisa de um salário que não os obrigue a fazer três jornadas de trabalho diárias.</p>
<p><strong>5)     </strong><strong>Revisão no atual formato de avaliação:</strong></p>
<p>Aluno que não estuda, que deliberadamente não aprende o conteúdo, que apenas atormenta a vida do professor tem que ficar retido. A progressão continuada constitui-se em um grande mal, ao sistema educacional brasileiro. É fácil encontrar alunos que chegam até as últimas séries do ensino regular, sem saber nada. Professores dizem que ensinam, alunos dizem que aprendem e o governo diz que o analfabetismo no Brasil acabou. Pura mentira!  O verdadeiro saldo é que todos perdem.</p>
<p>Entendemos que apenas com esses pontos, e seus pormenores, postos em prática, poderemos acreditar na aplicabilidade da I. E. Assim, com a ordem restabelecida, professores poderão ter acesso às emoções de seus alunos podendo, assim, ajudar na sua formação. Tudo isso em um processo tranqüilo e natural.</p>
<p>Desta forma os professores poderão estar atentos às múltiplas qualidades das crianças e adolescentes, podendo ajudá-los na concatenação das idéias e na floração de suas qualidades.</p>
<p>Nesta faze, um ponto é absolutamente importante: a formação do professor.</p>
<p>Aqui, cabe saber se ele se preparará para ser um <strong>professor-psicólogo</strong> ou um <strong>psicólogo-professor</strong>, se é que isso faz alguma diferença&#8230;</p>
<p style="text-align:center;"><strong>FINAL</strong></p>
<p>No início do texto citamos o livro “<em>O saber dos antigos: terapia para os dias atuais</em>” de Giovanni Reale (1995), esta obra traça uma espécie de itinerário entre os males que nos afligem hoje, mostrando como a sabedoria antiga revela formas de “cura” do mal-estar contemporâneo. Essas “terapias” talvez não consigam curar, mas pelo menos aliviarão a dor e o desespero.</p>
<p><strong>BIBLIOGRÁFIA</strong></p>
<p>REALE, Giovanni. <em>O saber dos antigos: terapia para os dias atuais. </em>São Paulo: Loyola, 2002</p>
<p>GOLEMAN, <em>Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente</em>. [s. l.]. Objetiva [s. d.].</p>
<p>ANTUNES, Celso. <em>As inteligências múltiplas e seus estímulos</em>. [s. l.]. Papirus [s. d.].</p>
<p>BALMART, Ocimara; CASTRO, Leticia de. Como professores das redes privada e pública lidam com os novos desafios que rondam a sala de aula. <em>Revista da Folha</em>, São Paulo, p. 10-16, 2009.</p>
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		<title>ALEGORIA DA CAVERNA</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 23:00:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sem Comentários<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simposion.wordpress.com&amp;blog=1174749&amp;post=152&amp;subd=simposion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:center;"><span style="color:#0000ff;">Sem Comentários</span></h1>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://simposion.wordpress.com/2008/11/03/alegoria-da-caverna/"><img src="http://img.youtube.com/vi/WkWQ6jB3jm0/2.jpg" alt="" /></a></span>
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		<title>EDITORIAL &#8211; NOVEMBRO</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 18:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>compendion</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques do mês]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Amar a sabedoria é refletir acerca de tudo. Amar a sabedoria é sinônimo de não trair nossa capacidade de pensar com critérios. Pensar com critérios é não se deixar enganar. É denunciar quando preciso, e aplaudir também. Não se conformar com a mentira e exaltar a verdade. Amar a sabedoria é filosofar, pois a Filosofia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simposion.wordpress.com&amp;blog=1174749&amp;post=147&amp;subd=simposion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Amar a sabedoria é refletir acerca de tudo. Amar a sabedoria é sinônimo de não trair nossa capacidade de pensar com critérios. Pensar com critérios é não se deixar enganar. É denunciar quando preciso, e aplaudir também. Não se conformar com a mentira e exaltar a verdade. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Amar a sabedoria é filosofar, pois a Filosofia é o amor pela sabedoria. É, ainda, se re-conhecer como não sábio(a) e por isso necessitado(a) de buscar a explicação, o conhecimento, a sabedoria. Em suma, amar a sabedoria é um eterno convite a buscá-la.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Por isso, este mês o Simposion nos convida a fazer uso de nossa bagagem filosófica (natural ou aperfeiçoada) para contemplar alguns sinais do nosso tempo, buscar algum entendimento, tentar alguma resposta.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Muitos são os problemas que nos cercam. Dentre estes, vamos abordar a questão dos meios de comunicação social, sua contribuição na banalização e difusão da violência.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Trataremos também sobre a globalização econômica, a proliferação da cultura de consumo e a coisificação dos homens. Quem são os donos do mercado global e qual a diferença entre necessidade e desejo?</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Por fim, Maria Aparecida nos apresenta, em rápidas palavras, uma das linhas de se fazer e praticar Filosofia, a Integral, que ajuda a aproximar “o homem de sua natureza humana, de sua essência”. E ao encontrar a essência, encontrar a Deus.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Esperamos que você goste, se interesse e divulgue. Nossa grande intenção é colaborar para a mudança de nossa sociedade. Espalhar a cultura do belo, do harmonioso, vislumbrando um futuro mais humano. Boa leitura.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simposion.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simposion.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simposion.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simposion.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simposion.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simposion.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simposion.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simposion.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simposion.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simposion.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simposion.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simposion.wordpress.com/147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simposion.wordpress.com/147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simposion.wordpress.com/147/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simposion.wordpress.com&amp;blog=1174749&amp;post=147&amp;subd=simposion&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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